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Os 10 estúdios de cinema que mais faturaram em 2026

Levantamento do perfil Cinema Occupy expõe virada histórica na indústria, com produtora independente superando gigantes tradicionais e streamers zerados nas salas de exibição

13 ago 2026 - 12h04

O mercado cinematográfico em 2026 tem sido marcado por reestruturações profundas, quebra de recordes e uma mudança significativa no equilíbrio de forças entre os gigantes de Hollywood. Para mapear o cenário atual da indústria, o Cinema Occupy elaborou um levantamento com os estúdios de cinema que mais faturaram nas bilheterias dos Estados Unidos e Canadá até o dia 11 de agosto. A lista escancara o contraste entre o modelo tradicional das salas de exibição e a força das novas plataformas do setor.

Levantamento do Cinema Occupy mostra virada em Hollywood com Focus e A24 em alta e Netflix zerada nos cinemas até 11 de agosto (Fotos: Divulgação/Universal/Disney/Sony/Amazon MGM/Lionsgate)
Levantamento do Cinema Occupy mostra virada em Hollywood com Focus e A24 em alta e Netflix zerada nos cinemas até 11 de agosto (Fotos: Divulgação/Universal/Disney/Sony/Amazon MGM/Lionsgate)
Foto: Rolling Stone Brasil

No topo, destacam-se distribuidoras que apostaram forte no circuito comercial, alcançando cifras bilionárias. Ao mesmo tempo, os resultados nas salas evidenciam mudanças surpreendentes na hierarquia clássica de Hollywood, ampliando a percepção de distância entre o poder financeiro das empresas e o desempenho real de seus lançamentos.

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Na parte inferior da tabela, aparecem companhias que operam fora do circuito dos grandes complexos de cinema ou que priorizam outros modelos de negócio. Fora do top 10, ficaram gigantes de tecnologia como Apple Original Films (17º) e Netflix (9º) que, apesar de valerem trilhões de dólares, encerraram o período sem qualquer arrecadação nos cinemas norte-americanos, por concentrarem a estratégia no streaming. Já no nicho do cinema de arte e da exibição independente, figuram nomes como MUBI (16º), IFC Films (15º), Searchlight (14º, com números contabilizados no total da Disney), Bleecker Street (13º), Neon (12º) e Angel Studios (11º).

Confira os 10 estúdios de cinema que mais faturaram em 2026:

10. Focus Features

Braço focado em produções independentes do grupo Universal, a Focus Features viveu um marco histórico em sua trajetória graças ao fenômeno de Obsessão. Com um orçamento modesto estimado em US$ 750 mil, o suspense surpreendeu ao estrear com US$ 17,2 milhões e avançar até a expressiva marca de US$ 488 milhões nas bilheterias globais. A margem de retorno, que superou em mais de nove vezes o investimento inicial, garantiu ao título o rendimento proporcional mais alto de toda a indústria neste ano.

9. Netflix

Apesar de ostentar faturamento bruto de US$ 45,2 bilhões em suas operações globais, a Netflix encerrou o período sem contabilizar receitas nas salas de cinema. A plataforma de streaming chegou a desenhar um movimento de expansão no setor ao ofertar US$ 82,7 bilhões pelo espólio da Warner Bros em dezembro, mas abandonou as negociações dois meses depois ao ser ultrapassada pela Paramount.

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8. A24

Consolidada como referência no mercado independente, a A24 estabeleceu seu novo recorde de arrecadação nos Estados Unidos e Canadá ao atingir US$ 298 milhões. O motor desse crescimento foi a ficção Backrooms, projeto orçado em US$ 10 milhões que ultrapassou a barreira dos US$ 100 milhões em solo norte-americano e fechou sua trajetória global em US$ 393 milhões.

7. Paramount Skydance

A Paramount Skydance sustentou o sétimo posto com uma arrecadação nos EUA de US$ 308 milhões, impulsionada por um pacote de sete estreias. Os destaques ficaram por conta dos novos capítulos de franquias consagradas de terror e comédia: Pânico 7 somou US$ 213,8 milhões mundialmente, enquanto Todo Mundo em Pânico 6 alcançou US$ 231,3 milhões. Paralelamente aos cinemas, a companhia aguarda o desfecho judicial de sua fusão com a Warner Bros, marcada por uma disputa antitruste programada para março de 2027.

6. Warner Bros

Em um ano desafiador, a Warner Bros somou US$ 310 milhões na América do Norte, sem conseguir emplacar produções que superassem US$ 250 milhões globalmente. A aposta em Supergirl rendeu US$ 126,3 milhões nas bilheterias mundiais, quantia insuficiente para cobrir o custo de produção de US$ 170 milhões.

5. Lionsgate

A Lionsgate garantiu presença no top 5 alavancada pelo sucesso de Michael. A cinebiografia sobre Michael Jackson arrecadou US$ 1,016 bilhão ao redor do mundo, convertendo-se na maior bilheteria da história para uma cinebiografia musical e no longa de maior arrecadação do estúdio até hoje.

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4. Amazon MGM

Com US$ 552 milhões acumulados no mercado norte-americano, a Amazon MGM superou concorrentes de longa data da indústria, como Warner Bros e Paramount. O impulso decisivo veio do longa de ficção científica Devoradores de Estrelas, que acumulou US$ 683,9 milhões mundialmente e estabeleceu o novo recorde histórico de faturamento da empresa, superando a marca obtida por Perdido em Marte (2015).

3. Sony

A Sony garantiu o terceiro lugar do ranking ao somar US$ 820 milhões nas bilheterias domésticas, resultado dependente do desempenho de um único blockbuster. A superprodução Homem-Aranha: Um Novo Dia registrou a maior estreia da história do cinema norte-americano com US$ 360 milhões no primeiro fim de semana, superando o recorde anterior de Vingadores: Ultimato (2019), e alcançou o acumulado global de US$ 1,665 bilhão.

2. Disney

Com US$ 1,25 bilhão arrecadados no circuito norte-americano, a Disney assegurou a segunda colocação impulsionada por sequências de grande apelo popular. O grande destaque foi Toy Story 5, que bateu US$ 1,093 bilhão globalmente e se tornou a maior bilheteria da franquia animada, acompanhado por O Diabo Veste Prada 2, que acrescentou US$ 691,9 milhões à conta do estúdio.

1. Universal

A Universal firmou sua hegemonia em Hollywood ao liderar o faturamento na América do Norte com US$ 1,54 bilhão, feito que a tornou a primeira distribuidora a superar a barreira dos US$ 4 bilhões globais em 2026. A liderança foi construída sobre o desempenho de grandes produções voltadas para o público de massa, com destaques para A Odisséia, que registrou US$ 1,104 bilhão mundialmente, e Super Mario Galaxy, que alcançou US$ 1,012 bilhão.

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Rolling Stone Brasil
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