Embora raramente reveja seus trabalhos, Leonardo DiCaprio revelou que "O Aviador" (2004) é o filme que mais reassistiu. Dirigida por Martin Scorsese, a cinebiografia de Howard Hughes simboliza sua maturidade artística e consolidação em Hollywood. O ator idealizou o projeto por quase uma década e considera a obra um marco definitivo em sua carreira, pois representou a primeira vez em que atuou como produtor e colaborador criativo ativo, além de protagonista.
Mesmo tendo atuado em vários clássicos do cinema contemporâneo, como Titanic (1997), Os Infiltrados (2006) e O Lobo de Wall Street (2013), Leonardo DiCaprio afirma que raramente revisita seus trabalhos passados. Existe, contudo, uma obra marcante em sua filmografia que foge totalmente a essa regra.
Trata-se de O Aviador (2004), a cinebiografia do excêntrico magnata, pioneiro da aviação e cineasta Howard Hughes, dirigida por Martin Scorsese. Em entrevista concedida à revista Esquire (via Far Out Magazine), DiCaprio revelou que, se há um longa-metragem de sua carreira ao qual ele retorna repetidas vezes, é este drama biográfico de quase três horas de duração.
A razão para essa afeição especial tem a ver, segundo o ator, com o momento em que sua maturidade artística se consolidou e seu papel em Hollywood se transformou de forma definitiva.
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Ele explica:
"Raramente assisto a qualquer um dos meus filmes, mas se for para ser honesto, há um que vi mais do que os outros: O Aviador. Isso acontece simplesmente porque foi um momento extremamente especial para mim. Foi a primeira vez como ator em que me senti parte da produção, e não apenas um ator contratado para desempenhar um papel."
Leonardo DiCaprio e 'O Aviador'
Na época com 30 anos, Leonardo DiCaprio não foi apenas o protagonista, mas um dos idealizadores da existência de O Aviador. O ator conta que carregou a biografia de Howard Hughes debaixo do braço por cerca de uma década, alimentando o desejo de levar tal história para o cinema.
Inicialmente idealizado para ser dirigido por Michael Mann, o projeto enfrentou conflitos de agenda e acabou sendo levado por DiCaprio diretamente a Martin Scorsese, com quem havia acabado de colaborar em Gangues de Nova York (2002).
O filme, então, saiu do papel e ganhou um lugar especial no currículo do ator, que arremata:
"Senti a responsabilidade de uma forma totalmente nova. Sempre me orgulhei daquele filme e me senti ligado a ele, pois foi uma etapa fundamental do meu amadurecimento na indústria e marcou a primeira vez que assumi o papel de um verdadeiro colaborador."