Protagonista e produtora da cinebiografia dirigida por Esmir Filho, Giovanna Lancellotti destacou o legado e o impacto cultural de Carmen Miranda durante o Festival do Rio. A atriz ressaltou a importância da artista na projeção internacional do Brasil e afirmou que o longa pretende humanizar esse ícone, revelando as contradições e vulnerabilidades por trás da imagem pública para apresentá-la às novas gerações.
À frente de Carmen, cinebiografia de Carmen Miranda, como protagonista e produtora, Giovanna Lancellotti falou sobre a influência que a artista ainda exerce na cultura brasileira e sobre o desejo de fazer com que novas gerações conheçam sua força.
A declaração foi feita durante a coletiva do filme, em que a Rolling Stone Brasil esteve presente, realizada no Armazém da Utopia, sede do Festival do Rio, no Rio de Janeiro. A produção será dirigida por Esmir Filho.
"Ela hipnotiza mesmo"
Ao comentar sua preparação para interpretar Carmen Miranda, Giovanna destacou o impacto que teve ao mergulhar na história da artista. "Na hora eu já fui começar a mergulhar nesse universo dela e como eu falei, ela hipnotiza mesmo", afirmou.
Para a atriz, a força de Carmen ultrapassa a música e alcança diferentes áreas da cultura. "Ela, além de ter sido uma mulher extremamente forte pra nossa cultura, nossa música, pra moda, pro pop, em tantos segmentos do nosso país e do mundo também", disse.
Ao mesmo tempo, Giovanna ressaltou que a cinebiografia pretende olhar para além da imagem pública construída por Carmen. Segundo ela, por trás das roupas e dos elementos que se tornaram símbolos da artista, existia uma mulher marcada por contradições e vulnerabilidades.
"Era uma mulher atrás dessas vestimentas da baiana, dos balandandãs, das cores e tudo mais. Existia uma mulher frágil que vivia muitas contradições, que tinha sua vulnerabilidade, que estava experimentando um olho do furacão que ninguém nunca tinha experimentado", explicou.
O legado de Carmen Miranda
Giovanna também falou sobre a dimensão internacional da imagem de Carmen Miranda e a maneira como a artista ajudou a projetar o Brasil no exterior.
"E levando o nome do nosso país, vale lembrar que na época que a Carmen estourou, a gente ainda não tinha uma Copa do Mundo, a gente não tinha uma grande alegria do brasileiro. Então a Carmen é responsável por levar o nome do Brasil até hoje como um brasileiro sendo um povo feliz, um povo que trabalha, um povo colorido, um povo de força", afirmou.
Para a atriz, a permanência de Carmen na cultura brasileira mostra a dimensão de seu legado, mesmo mais de sete décadas após sua morte.
"Essa imagem, ela ajuda a gente a criar. E acho que é bem claro quanto a presença dela é forte, mesmo passando mais de 70 anos da morte dela, ela segue sendo muito presente no nosso país, nas nossas referências musicais e culturais", declarou.
Giovanna ainda destacou o objetivo de apresentar Carmen para quem não teve contato com sua trajetória. "A gente tem uma vontade muito grande de fazer as novas gerações conhecerem melhor essa mulher. E eu acho que quanto mais humana a gente conseguir tratar esse ícone, maior ela fica", concluiu.