Em Maldição da Múmia, Lee Cronin investe em uma abordagem muito diferente dos clichês que estamos acostumados a ver associados à criatura egípcia. Ao invés de turistas ou arqueólogos presos em arapucas de pirâmides, o diretor traz o monstro clássico para um contexto urbano e aterrorizante, mais próximos dos filmes de possessão familiares, como é o caso de seu A Morte do Demônio: A Ascensão.
Apostar em um lugar fora da zona de conforto do público e da prórpia indústria é algo ousado de se fazer, e pode ser um chute à gol certeiro ou errar feio. É justamente por jogar fora da caixa que Cronin elogia o tão controverso e mal falado A Múmia, de 2017, estrelado por Tom Cruise:
"[A Múmia] Não se trata apenas da versão com Brendan Fraser, de 25 anos atrás. Então, há um risco porque a cultura moderna provavelmente vê esses filmes dessa forma. Talvez o filme com Tom Cruise não tenha sido tão bem recebido...Eu realmente gostei bastante pois o risco estava em quebrar o molde em termos do que as pessoas esperam. Quando você faz um filme, precisa arriscar, porque pode ser sua última chance de fazer algo, e repetir uma fórmula é um pecado para mim", defendeu em entrevista à revista SFX.
Maldição da Múmia pode "ressuscitar" projeto de terror da Universal Pictures
Na época em que foi lançado, The Mumm…