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"Coyote vs. Acme" Vale A Pena? Filme Traz "Looney Tunes" De Volta Aos Cinemas

Com Will Forte, John Cena e Lana Condor, produção finalmente chega ao público após passar anos engavetada e aposta na nostalgia para conquistar diferentes gerações.

18 ago 2026 - 20h13

Produzir um filme misturando atores reais com personagens de desenho nunca foi uma tarefa fácil. E "Coyote vs. Acme", nova produção envolvendo a Warner Bros. Pictures Animation, resolveu encarar novamente esse desafio, recuperando um estilo que marcou principalmente a época de "Space Jam", quando os personagens de "Looney Tunes" ganharam ainda mais força ao dividir as telas com o mundo real.

A chegada do longa aos cinemas também carrega uma história curiosa. Originalmente previsto para 2023, "Coyote vs. Acme" chegou a ser concluído, mas acabou engavetado pela Warner Bros. Discovery como parte de uma decisão financeira envolvendo benefícios fiscais. A repercussão negativa foi enorme e, depois de anos de incerteza, os direitos foram adquiridos pela Ketchup Entertainment, permitindo que a produção finalmente chegasse ao público em 2026.

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Depois de tanta espera e de uma trajetória quase tão complicada quanto as armadilhas de seu protagonista, fica a pergunta: será que "Coyote vs. Acme" realmente vale o ingresso?

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Imagem: Divulgação/Warner Bros. Pictures
Imagem: Divulgação/Warner Bros. Pictures
Foto: Divulgação/Warner Bros. Pictures / Woo! Magazine

Coyote finalmente decide enfrentar a Acme

A história parte de uma ideia simples e extremamente divertida. Depois de passar anos comprando produtos da Acme Corporation para tentar capturar o Papa-Léguas, o Coyote finalmente percebe que talvez o problema não esteja apenas em suas armadilhas. Afinal, praticamente tudo que ele comprava apresentava algum defeito e acabava explodindo, caindo ou simplesmente funcionando contra ele.

Em vez de continuar aceitando suas derrotas, o personagem decide tomar uma atitude completamente diferente: processar a própria Acme. Para isso, recebe a ajuda do advogado Kevin Avery, interpretado por Will Forte, iniciando uma batalha jurídica contra a empresa responsável por praticamente todos os equipamentos utilizados durante suas tentativas de capturar o Papa-Léguas.

É justamente nessa mistura entre a lógica absurda dos desenhos e as regras do mundo real que o filme encontra boa parte de seu humor.

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Imagem: Divulgação/Warner Bros. Pictures
Foto: Divulgação/Warner Bros. Pictures / Woo! Magazine

Animação e atores funcionam muito bem juntos

A produção conta com James Gunn entre os responsáveis pela história e produção, enquanto o roteiro é assinado por Samy Burch. A direção ficou por conta de Dave Green, que consegue organizar muito bem uma obra complicada tecnicamente, principalmente pela necessidade de fazer atores reais interagirem com personagens que só seriam inseridos posteriormente.

Esse trabalho aparece diretamente na tela. Animação, efeitos visuais e direção de arte conseguem fazer com que aqueles dois universos realmente pareçam ocupar o mesmo espaço. Os atores olham, conversam, reagem e interagem fisicamente com os personagens animados de uma maneira convincente, algo fundamental para que a proposta funcione.

O resultado também preserva a física completamente absurda de "Looney Tunes". Explosões, quedas, objetos gigantescos e situações impossíveis continuam acontecendo sem abandonar aquela essência clássica que sempre acompanhou os personagens.

Imagem: Divulgação/Warner Bros. Pictures
Foto: Divulgação/Warner Bros. Pictures / Woo! Magazine

Will Forte, John Cena e Lana Condor entram na brincadeira

Will Forte assume o protagonismo humano como Kevin Avery, advogado do Coyote, e consegue entregar alguns dos momentos mais hilários justamente pela interação com os desenhos. Sua atuação entende o tipo de filme em que está inserida e acompanha muito bem o exagero necessário para aquele universo.

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John Cena interpreta Buddy Crane, advogado da Acme Corporation e principal antagonista da história. Mais uma vez, o ator utiliza muito bem sua experiência com comédia, construindo um personagem arrogante e exagerado que combina perfeitamente com a proposta.

Lana Condor, como Paige Avery, também consegue ganhar espaço mesmo sem carregar o protagonismo. A atriz funciona bem dentro do grupo e aproveita suas cenas para complementar a dinâmica entre os personagens humanos e animados.

Imagem: Divulgação/Warner Bros. Pictures
Foto: Divulgação/Warner Bros. Pictures / Woo! Magazine

Uma volta divertida ao universo de Looney Tunes

"Coyote vs. Acme" trabalha bastante com nostalgia, principalmente para quem cresceu acompanhando "Looney Tunes". Ver aqueles personagens novamente nos cinemas, envolvidos em situações completamente absurdas e mantendo o humor físico característico dos desenhos, acaba sendo uma das maiores qualidades da produção.

Ao mesmo tempo, o filme consegue funcionar para um público mais novo. A classificação livre ajuda nesse sentido, transformando a produção em uma opção para diferentes gerações sem depender exclusivamente das referências ao passado.

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Vídeo: Reprodução/Youtube(@parisfilmes)

Depois de toda a batalha para que "Coyote vs. Acme" finalmente pudesse ser lançado, fica uma sensação ainda mais curiosa ao terminar o filme. É divertido, nostálgico, tecnicamente muito bem realizado e consegue tirar boas risadas durante praticamente toda a experiência.

Depois de quase três anos preso em uma gaveta, finalmente podemos dizer: ainda bem que o Coyote ganhou mais uma chance.

Publicado originalmente na Woo! Magazine.

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