A atriz Lorena Comparato, de 36 anos, revelou que gostaria de ter mais oportunidades na televisão aberta. De acordo com ela, sua carreira se direcionou naturalmente para o audiovisual e, apesar do orgulho pela própria trajetória, ainda sonha em fazer mais novelas.
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“Eu acho que foi muito natural para mim, meu primeiro grande trabalho foi uma participação na série Aline, da Globo, bem pequenininha, em que minha irmã fazia uma personagem. Mas depois o meu grande papel foi Abigail, de Pé na Cova”, relembrou.
Ao longo da carreira, ela realizou alguns trabalhos na TV, mas sempre coisas pontuais. “Assim, meu grande sonho era ter uma estabilidade como atriz, era ser contratada a longo prazo pela Globo, mas não foi o que acabou acontecendo. Por acaso, eu nunca tive esse contrato longo com nenhuma emissora, e todo artista quer estabilidade, todo artista quer conforto, é o sonho de todo artista, se possível, ser CLT fazendo arte. Mas isso é raro.”
No audiovisual, Lorena Comparato teve oportunidade de fazer de tudo um pouco, do drama à comédia. Atuou em Samantha (Netflix), Impuros (Disney+), Homens? (Paramount), Rensga Hits (Globoplay), entre outros projetos que lhe acrescentaram muito como atriz.
“Foi nesse momento que a minha carreira começou a andar que, por acaso, aconteceu de eu ir fazendo muitas séries. Na Globo, eu fiz Rock Story, a novela mesmo, mas eu sempre sonhei em fazer [mais] novela e sigo sonhando muito em fazer novela. Gostaria de ter oportunidades de fazer personagens bons em novelas, com certeza.”
Segundo ela, trabalhar majoritariamente com audiovisual lhe rendeu uma ótima bagagem profissional. Entretanto, o momento de entressafra pode ser desafiador financeiramente.
“Eu entendo que a minha agenda acabou indo muito para o cinema, para as séries. Mas eu passo várias partes do ano em entressafra. Que, entre parênteses, você pode colocar: desempregada mesmo. Porque isso é a vida do artista. A gente embarca naquele personagem, fica seis meses ali. Depois vive distante e sem receber.”
“E, assim, eu sou bastante a favor de políticas públicas para incentivar a cultura, incentivar a arte, para ter estrutura financeira para o ator ter algum tipo de estabilidade, porque é muito difícil ser artista no mundo. Eu acho muito difícil ser artista no Brasil.”
No momento, Lorena está trabalhando na campanha de divulgação de Elize: Sombras de Uma Mulher (Netflix). Em paralelo, ela também passou pelo Festival Literário de Paraty (FLIP) para falar de seu trabalho como personagem em um audiolivro, Se Deus Me Chamar Não Vou (Supersônica), que fala sobre uma menina que suspeita que seus pais têm um namorado. Para ela, tudo isso faz parte da vida de freelancer.
“E, assim, vou, faço um trabalho pensando no outro, pensando nos três seguintes, já plantando uma semente", disse ela, que nos próximos meses também deve lançar o curta-metragem Teia, no qual faz o papel de Beatriz. Sobre esse projeto, ela, inclusive, prefere “guardar” alguns detalhes para o futuro.