Com grande antecipação gerada pelo elenco estrelado e uma já sólida base de fãs dos livros, A Empregada está levando um público significativo aos cinemas. Até o momento, o longa-metragem dirigido por Paul Feig arrecadou mais de 133 milhões de dólares globalmente. Pela repercussão, a adaptação está agradando os leitores de Freida McFadden, mas eles não deixaram de notar mudanças significativas na trama.
Por exemplo, no livro original, o mistério perturbador da casa dos Winchester é sustentado (e esclarescido, em seguida) através da dinâmica de mudança de pontos de vista na narração. Até certo ponto, só sabemos a perspectiva de Millie Calloway da história e as informações que ela vai descobrindo, depois temos o lado de Nina da história. O filme estrelado por Sydney Sweeney e Amanda Seyfried não segue essa estrutura narrativa, optando por estratégias diferentes para engatilhar os plot twists.
Está longe de ser errado ou incomum que alguns detalhes ou momentos sejam alteradas no processo de adaptação das páginas para a tela. Afinal, tratam-se de dois meios completamente diferentes e cada um exige particularidades e mecanismos específicos para contar uma história e provocar emoções de quem lê/assiste. Além disso, a liberdade criativa dos roteiristas e diretores também é um fator importante a ser respeitado.
O final é maior diferença entre o livro e o filme de A Empregada
Atenção! A partir deste ponto, a matéria contém spoilers sobre o final de A Empregada.
Artigo original publicado em AdoroCinema
Estrelado por Sydney Sweeney e Amanda Seyfried, o best-seller A Empregada chega aos cinemas