Deborah Colker lamenta morte do neto, que tinha doença rara e que inspirou seu espetáculo 'Cura'

Theo Fulgêncio, de 14 anos, convivia com uma condição genética rara e se tornou símbolo de força, inspirando um dos trabalhos mais pessoais da coreógrafa

18 mar 2026 - 09h34

A coreógrafa Deborah Colker usou as redes sociais para lamentar a morte do neto, Theo Fulgêncio, que morreu aos 14 anos. O adolescente enfrentava uma doença rara e sua trajetória marcou profundamente a vida e a obra da artista.

A despedida foi feita por meio de uma publicação no perfil da companhia de dança que leva seu nome. Na mensagem, a família homenageou o jovem com palavras de carinho e admiração: "Ao nosso guerreiro. Nosso guerreiro, nosso herói! Obrigado, Theo."

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Theo era filho de Clara Colker, primogênita da coreógrafa.

Doença rara

Theo convivia com a epidermólise bolhosa, uma condição genética, não contagiosa e ainda sem cura, caracterizada pela extrema sensibilidade da pele, que pode formar bolhas e feridas ao menor atrito.

Ao longo dos anos, a família compartilhou publicamente os desafios enfrentados, contribuindo para ampliar a visibilidade sobre doenças raras e o preconceito que muitas vezes cerca essas condições.

A história do adolescente também foi retratada no documentário Viver é Raro, lançado em 2023 no Globoplay, que acompanha pessoas que convivem com doenças raras e suas diferentes formas de enfrentar a vida.

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Deborah Colker com o neto no documentário 'Viver é raro'
Deborah Colker com o neto no documentário 'Viver é raro'
Foto: Reprodução/GloboPlay / Estadão

Inspiração para o espetáculo 'Cura'

Além do documentário, a relação entre avó e neto ultrapassou o âmbito familiar e se transformou em arte no teatro. Em 2021, Deborah estreou o espetáculo Cura, inspirado diretamente na vivência com Theo.

Com trilha sonora original de Carlinhos Brown, a obra reflete uma jornada de busca, dor, fé e transformação. Durante cerca de uma década, a coreógrafa mergulhou em pesquisas sobre cura, visitou hospitais ao redor do mundo, se aproximou de cientistas e também investigou diferentes manifestações espirituais.

No palco, a presença de Theo também se fazia sentir de forma simbólica e concreta. Era a voz do próprio menino que dava início ao espetáculo, narrando o mito iorubá de Obaluaê, figura associada à cura e às feridas em uma metáfora potente sobre acolhimento e resistência.

Homenagens e comoção

A morte de Theo gerou comoção entre amigos, artistas e personalidades públicas, que prestaram solidariedade à família nas redes sociais. Nomes como Carolina Dieckmann, Beatriz Milhazes e Fátima Bernardes deixaram mensagens de apoio.

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A atriz Drica Moraes destacou o impacto da convivência com o jovem: "Como aprendemos com o amor do Theo! Como aprendemos com a força e delicadeza desse jovem guerreiro!". Já Regina Casé desejou conforto à família, ressaltando o legado afetivo deixado por ele.

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