A atriz Vera Gimenez revelou à colunista Fábia Oliveira, do ‘Metrópoles’, o motivo da crise do filho caçula, Marco Anonio Gimenez.
“Ele se sente rejeitado”, contou. “Ele estava alcoolizado, revoltado da vida, desempregado e foi isso.”
Ter mãe, pai (o falecido ator Jece Valadão) e irmã (Luciana Gimenez) famosos não garantiu a Marco os privilégios profissionais associados a um ‘nepobaby’.
Ele fez trabalhos relevantes na Globo, como duas temporadas de ‘Malhação’, a novela das 9 ‘Mulheres Apaixonadas’, a minissérie ‘Um Só Coração’ e foi apresentador da ‘TV Globinho’.
Apesar disso, não se fixou na emissora. Foi fazer novela bíblica na Record, mas também não conseguiu um contrato longo.
Segundo Vera, o filho está há quatro anos sem participar de uma produção de TV.
É tempo excessivo em uma indústria onde o ator precisa ser visto para ser lembrado — não só pelo público, mas especialmente pelos produtores que escalam os elencos.
Marco tem 44 anos. A idade já o afasta da maioria dos papéis de jovem galã. O etarismo é cruel também com os homens na teledramaturgia.
A recente superexposição na mídia, gerando a ele a má fama de agressivo, piora ainda mais as chances de conquistar um papel para um retorno grandioso às novelas.
Não se trata de um caso isolado. Outros talentos da TV tiveram de lidar com o doloroso ostracismo na carreira. Alguns, mudaram de profissão.
Maxwell Nascimento, também de ‘Malhação’, teve de sair do Rio e voltar para perto da família no litoral de São Paulo, onde passou a garantir o sustento como motorista de aplicativo e vendedor de salgados.
Do mesmo seriado, Daniel Dalcin se tornou vendedor de loja após a Globo não renovar seu contrato. Depois, abriu uma lanchonete. Empreender foi a solução já que não dava para viver da arte.
Um caso que se tornou referência é o de Daniel Erthal. Mesmo com vários trabalhos na Globo e na Record, os convites para novos papéis rarearam. Se viu obrigado a arregaçar as mangas para pagar os boletos: virou vendedor ambulante de cerveja. Sua história viralizou na internet.