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Rio e SP adiam desfiles de Carnaval para feriado em abril

21 jan 2022 20h03
| atualizado às 20h15
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Vista geral dos desfiles no Carnaval do Rio de Janeiro de 2012
Vista geral dos desfiles no Carnaval do Rio de Janeiro de 2012
Foto: Wilson Ruiz / Estadão

As prefeituras do Rio de Janeiro e de São Paulo decidiram adiar o desfile das escolas de samba para o feriado de Tiradentes, em abril, em 21 de abril. Diante do avanço da ômicron e da alta de casos de coronavírus no País, os prefeitos Eduardo Paes (Rio) e Ricardo Nunes (SP) se reuniram na noite desta sexta-feira e selaram a mudança de datas - o Carnaval de rua já havia sido cancelado nas duas cidades.

A decisão de adiar os desfiles foi tomada nesta sexta-feira, 21, em conjunto após reunião virtual entre os prefeitos de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e do Rio, Eduardo Paes (DEM). Também participaram do encontro os secretários da Saúde das duas capitais, além dos presidentes das Ligas de Escolas de Samba de ambas as cidades.

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"As prefeituras do Rio e de São Paulo, sob a orientação de seus secretários de Saúde, optaram por adiar a realização dos desfiles das Escolas de Samba para o fim de semana do feriado de Tiradentes, em abril. A decisão foi tomada em respeito ao atual quadro da pandemia de COVID-19 no Brasil e a necessidade de, neste momento, preservar vidas e somar forças para impulsionar a vacinação em todo o território nacional", diz nota conjunta de Paes e Nunes.

O carnaval de rua já estava cancelado nas duas cidades desde 6 de janeiro.

Ainda de acordo com a nota, "maiores informações sobre a nova programação do carnaval serão divulgadas em momento oportuno." Nesta semana, a Prefeitura de São Paulo havia divulgado os protocolos sanitários para a realização dos desfiles das escolas de samba. As obrigações incluem o uso obrigatório de máscaras, a redução do número de componentes e a exigência do passaporte da vacina, dentre outras. A Liga Independente das Escolas de Samba concordou com as normas e, também, decidiu pela suspensão do quesito “harmonia” na edição deste ano do carnaval.

A exigência do passaporte da vacina, com ao menos duas doses contra a covid-19, será cobrada para o público nas catracas de acesso. No caso dos componentes, as escolas deverão realizar um pré-cadastro para identificar se estão com a vacinação completa. Não vacinados não poderão acessar o local, nem como espectadores, nem como desfilantes.

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Todos deverão utilizar máscaras de proteção facial, incluindo as equipes técnicas e os fornecedores. O evento está marcado para 25 a 28 de fevereiro e 5 de março (desfile das campeãs).

A lotação será abaixo da habitual, com 70% dos espectadores em todos os setores — incluindo arquibancada, camarote e pista. Entre os desfilantes, a redução será de 25% no Grupo Especial (de 2 mil para 1,5 mil pessoas), de 20% no Acesso 1 (de 1 mil para 800) e de 37,5% no Acesso 1 (de 800 para 500).

Com as mudanças, a Liga decidiu suspender o quesito “harmonia” (que avalia o envolvimento dos componentes ao cantar e interpretar o samba enredo, o que fica prejudicado com o uso das máscaras) neste ano. Segundo os protocolos, os chefes de ala serão responsáveis por conferir se as fantasias estão completas com as máscaras e, caso contrário, a escola estará sujeita a uma perda de pontos no quesito “fantasia”.

Os protocolos municipais também abrangem um controle de público na concentração e na dispersão, com a determinação de um horário para cada agremiação e o transporte dos desfiles em ônibus da Prefeitura. Serão cerca de 50 veículos para cada agremiação, cada um com 30 a 35 pessoas fantasiadas.

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De acordo com a gestão municipal, na chegada na concentração, as escolas terão um espaço com capacidade para 20 mil pessoas para organizar os desfilantes (até 1,5 mil pessoas). O procedimento deverá seguir a mesma norma na dispersão, com o transporte dos componentes em ônibus municipais, a fim de evitar aglomerações no transporte coletivo.

Os ensaios técnicos de janeiro estão cancelados. A elaboração dos novos protocolos foi motivada pelo avanço da variante Ômicron, que tem impulsionado o aumento de casos e internações por coronavírus. As normas foram definidas por técnicos ligados à Secretaria Municipal da Saúde e discutidas em reuniões com outros setores da Prefeitura e com a Liga.

Fonte: Redação Terra
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