A violência urbana em São Paulo fez mais uma vítima no meio artístico. A atriz e influenciadora Nina Baiocchi, de 26 anos, conhecida por interpretar Vânia na novela Coração Acelerado, utilizou suas redes sociais na última quinta-feira (15) para relatar um episódio traumático ocorrido no último dia 10 de janeiro. Nina foi vítima de um assalto violento enquanto utilizava um transporte por aplicativo e acabou ferida ao tentar impedir o crime.
O ataque aconteceu por volta da meia-noite, quando um criminoso estilhaçou o vidro do carro para arrancar o celular das mãos da atriz.
"Minha reação foi instintiva. Sei que dizem para não reagir, mas quando vi, já estava correndo atrás deles no meio da rua, gritando por socorro, com os braços e mãos cobertos de sangue", relembrou Nina.
Já com o Boletim de Ocorrência registrado, ela compartilhou imagens dos cortes causados pelos estilhaços de vidro e criticou a sensação de insegurança: "Existia um posto policial a cinco minutos de onde tudo aconteceu".
1. Perigos ao reagir a um assalto
O relato de Nina Baiocchi levanta uma discussão necessária sobre o instinto de defesa. Embora a atriz tenha agido por impulso, especialistas em segurança são unânimes: reagir a um assalto é extremamente perigoso. No caso de Nina, os ferimentos foram causados pelo vidro, mas a situação poderia ter escalado para agressões físicas mais graves ou o uso de armas por parte do criminoso.
O "efeito surpresa" e a descarga de adrenalina muitas vezes impedem a vítima de raciocinar sobre os riscos. Ao correr atrás do assaltante, a pessoa se expõe a novos ataques ou atropelamentos. A orientação é sempre manter as mãos visíveis, não fazer movimentos bruscos e tentar memorizar características do suspeito para ajudar a polícia posteriormente, sem colocar a integridade física em risco.
2. Saiba como se proteger
Para quem circula por grandes metrópoles como São Paulo, a prevenção é o melhor caminho. No caso de transportes por aplicativo, algumas medidas podem reduzir as chances de ataques como o sofrido por Nina:
-
Evite o uso do celular próximo ao vidro: Especialmente à noite e em semáforos, mantenha o aparelho longe do campo de visão externo.
-
Vidros fechados e películas: O uso de películas de proteção (insulfilm) pode dificultar a visão do criminoso sobre o que há dentro do veículo.
-
Atenção ao trajeto: Monitore o caminho pelo GPS e evite distrações excessivas que impeçam a percepção de aproximações suspeitas.
-
Não se culpe: Como bem pontuou a atriz em seu desabafo, "a culpa nunca é de quem está mexendo no celular, a culpa é de quem ataca". O uso do aparelho não justifica o crime.
3. Redefinir as senhas é o melhor caminho?
Logo após o susto, a primeira reação de Nina foi tentar trocar as senhas de suas contas pelo computador, mesmo com as mãos feridas. Essa é, de fato, uma medida correta, mas deve ser feita estrategicamente. Hoje, o acesso a contas bancárias e redes sociais é o principal alvo dos bandidos.
O ideal é ter um "plano de emergência": saber de cor ou ter anotado em local seguro (fora do celular) os passos para bloquear o IMEI do aparelho, as contas bancárias e o acesso ao e-mail principal. Redefinir as senhas é fundamental, mas o bloqueio remoto do dispositivo via sistema operacional (Find My iPhone ou Encontre meu Dispositivo do Google) deve ser a prioridade número um para impedir que o criminoso acesse seus dados pessoais.
Nina Baiocchi encerrou seu relato pedindo justiça e convocando seguidores a cobrarem as autoridades. "Não vou me contentar com a impunidade. Quando nada acontece, pode acontecer de novo com outra mulher, em outro carro", desabafou.