Patrizia Reggiani, ex-esposa de Maurizio Gucci e condenada por orquestrar o assassinato do herdeiro da grife de luxo em 1995, foi internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Infermi, em Rimini, após sofrer um mal-estar repentino durante as férias em Riccione.
A informação foi divulgada pelos jornais QN e Il Resto del Carlino, em sua edição de Rimini, neste sábado (8).
Aos 77 anos, "Lady Gucci" havia chegado à Riviera no fim de julho para passar algumas semanas em um hotel, acompanhada de sua assistente. O episódio ocorreu quando ela estava no terraço de seu quarto.
Reggiani recebeu os primeiros atendimentos ainda no local e, em seguida, foi levada às pressas para o hospital em Rimini, onde acabou internada na UTI. Seu prognóstico é reservado.
As causas do mal-estar ainda estão sendo investigadas. Entre as hipóteses levantadas estão os efeitos de uma exposição prolongada ao calor e ao sol durante o período mais quente do dia, mas a possibilidade ainda não foi confirmada. Exames médicos deverão esclarecer o que provocou a internação.
Natural de Vignola, na província de Modena, Reggiani tornou-se mundialmente conhecida pelo caso envolvendo seu ex-marido, Maurizio Gucci, empresário da tradicional grife italiana. Ele foi assassinado em Milão, em 27 de março de 1995.
Reggiani, que ficou famosa como "Viúva Negra" da Gucci, foi presa em 1997, acusada de ter encomendado o assassinato. Durante a investigação, ela negou qualquer envolvimento no crime.
Em 1998, foi condenada a 29 anos de prisão, pena posteriormente reduzida para 26 anos. Reggiani cumpriu cerca de 17 anos de detenção e deixou a prisão em 2016, beneficiada por redução de pena por bom comportamento.
O caso ganhou nova projeção internacional com o filme "Casa Gucci", lançado em 2021, no qual a história foi retratada no cinema, protagonizada pela cantora Lady Gaga.