Um naufrágio da época romana, provavelmente datado entre os séculos II e I a.C., foi identificado a cerca de três milhas da costa de Mazara del Vallo, na Sicília, a 46 metros de profundidade.
No local, no fundo do mar no sul da Itália, foram encontradas centenas de ânforas, principalmente do tipo Dressel 1A, além de dois blocos de âncoras de chumbo e outra estrutura do mesmo material.
A descoberta foi anunciada neste sábado (8) pelo Ministério da Cultura da Itália e ocorreu durante uma inspeção conjunta realizada pela Unidade de Proteção do Patrimônio Cultural (TPC) dos Carabineiros de Palermo, pela Superintendência do Mar da Região da Sicília e pela Unidade Subaquática dos Carabinieri de Messina, com o apoio de uma embarcação das autoridades de Trapani.
A operação foi realizada após o local ter sido indicado por algumas pessoas que passaram pela região.
O ministro da Cultura italiano, Alessandro Giuli, classificou o achado como "uma das mais importantes descobertas arqueológicas subaquáticas dos últimos anos".
"Felicito os Carabineiros, com os seus departamentos especializados, e a Superintendência do Mar da Região da Sicília pela competência e dedicação que tornaram possível este resultado", afirmou Giuli.
Segundo o ministro, o achado representa uma nova oportunidade para compreender as antigas rotas marítimas e as relações entre os povos do Mediterrâneo.
"O mar continua a revelar fragmentos valiosos da nossa história, e o naufrágio de Mazara del Vallo nos fala sobre os povos, as rotas e as trocas que fizeram do Mediterrâneo uma encruzilhada de civilizações", declarou.
O naufrágio permanece no fundo do mar e deverá ser submetido a novas atividades de documentação e análise pela Superintendência do Mar da Sicília. O objetivo é reconstruir o contexto arqueológico da embarcação, compreender melhor sua origem e carga e estabelecer as medidas necessárias para a proteção do sítio. .