Umberto Eco é homenageado com mostra inédita em Roma

Autor de 'O Nome da Rosa' é celebrado nos dez anos de sua morte

24 jun 2026 - 17h29
(atualizado às 18h23)

Para recordar os dez anos de falecimento do escritor e pensador italiano Umberto Eco, a cidade de Roma inaugurou nesta quarta-feira (24) uma mostra inédita que reúne objetos ligados ao autor de "O Nome da Rosa".

'Umberto Eco o nome das coisas' fica em cartaz em Roma até 26 de julho
'Umberto Eco o nome das coisas' fica em cartaz em Roma até 26 de julho
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"Umberto Eco e o nome das coisas: signos, realidade e interpretação" seguirá em cartaz até 26 de julho no Palácio Firenze, sede da Sociedade Dante Alighieri, na capital da Itália.

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Com curadoria de Valentina Spata e Chiara Barbato, a exposição sintetiza, em uma única sala, o universo do semiólogo, filósofo, bibliófilo, ensaísta e romancista que esteve à frente de seu tempo.

A mostra apresenta diversos itens inéditos, incluindo cartas, livros, desenhos e retratos, sendo dividida em quatro partes: Idade Média; história da arte; semiótica; e informação e os meios de comunicação de massa.

Logo na entrada, há os esboços originais de cenografia para o filme homônimo "O Nome da Rosa", de Jean-Jacques Annaud, cedidos pelo escultor Fabio Crisarà.

"Há também desenhos, um aspecto menos conhecido de Eco, por meio dos quais, ele visualizava um 'storyboard' daquilo que pretendia criar em termos literários", explicou Spata à ANSA.

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"Eco estabeleceu um vínculo inquebrável com artistas e movimentos até poucos anos antes de sua morte, como demonstram suas colaborações com Carmi, Baj e Pericoli", acrescentou a curadora, destacando uma divertida entrevista que o intelectual realizou com os autores Elio Vittorini e Oreste Del Buono sobre o tema "Charlie Brown e as histórias em quadrinhos".

Na abertura da mostra nesta quarta, Andrea Riccardi, presidente da Società Dante Alighieri, enfatizou que "Umberto Eco foi o último grande humanista, um homem de visão", e que "hoje, precisamos de visão".

Já Stefano Eco, filho do escritor e presidente da Fundação que leva seu nome, fez um esclarecimento sobre a "cláusula de silêncio" de dez anos imposta no testamento do escritor.

"Meu pai não pediu dez anos de silêncio; na verdade, ele pediu que não fossem realizadas conferências sobre ele até dez anos após sua morte", disse. 

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