Maior museu renascentista suspende venda de ingressos devido ao calor na Itália

Gallerie degli Uffizi registraram problemas no sistema de ar-condicionado

24 jun 2026 - 11h48
(atualizado às 12h15)

As Gallerie degli Uffizi, maior museu renascentista do mundo em Florença, suspenderam nesta quarta-feira (24) a venda de ingressos para a atração, após problemas no sistema de ar-condicionado, agravados pela forte onda de calor que atinge a região.

Medida é válida apenas para esta quarta-feira
Medida é válida apenas para esta quarta-feira
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Segundo informações preliminares, o calor intenso sobrecarregou o sistema de climatização do museu, levando a direção a restringir temporariamente a entrada de visitantes e interromper a venda de novos ingressos. A medida é válida apenas para hoje.

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Florença está sob alerta vermelho devido às temperaturas extremas que vêm afetando diversas regiões do país. As máximas devem ultrapassar os 30ºC, enquanto a sensação térmica pode se aproximar dos 40ºC.

Em cidades como Milão e Turim, por exemplo, foram registrados apagões em razão do aumento expressivo no uso de ar-condicionado, enquanto o sistema hospitalar de Parma contabilizou mais de mil atendimentos em apenas três dias relacionados ao calor. 

De acordo com especialistas, a onda de calor que atinge a Itália, especialmente as regiões do norte, além de Espanha e França, pode se estender por até 11 dias no total.

Em declaração à ANSA, o meteorologista Bernardo Gozzini, diretor do consórcio Lamma, ligado ao Conselho Nacional de Pesquisa (CNR), afirmou que ?nunca antes foi registrada uma onda de calor com essa duração? na Itália.

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Ele explicou que temperaturas acima de 35°C vêm sendo registradas há cerca de seis dias em regiões do centro e norte do país, com previsão de continuidade até o próximo dia 30 de junho.

Caso o cenário se confirme, a duração total do evento climático extremo poderá atingir 11 dias, o que o especialista classifica como um possível recorde histórico. ?Uma duração tão prolongada em junho é uma anomalia, assim como foi a onda de calor do final de maio?, observou Gozzini.

As previsões indicam que uma mudança no padrão atmosférico deve ocorrer entre 1º e 2 de julho, com a chegada de ar frio vindo do Atlântico. Essa transição pode trazer alívio nas temperaturas, mas também instabilidade climática, com possibilidade de tempestades em algumas regiões.

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