Morre aos 93 anos Beatriz González, uma das maiores artistas contemporâneas da América Latina

A pintora colombiana ficou conhecida por unir críticas políticas e sociais com a arte popular. Obras dela estão expostas na Pinacoteca de SP até fevereiro

10 jan 2026 - 12h52
(atualizado às 13h00)
Resumo
Morreu aos 93 anos a pintora colombiana Beatriz González, referência na arte contemporânea latino-americana, conhecida por críticas sociais e políticas em suas obras, que seguem expostas na Pinacoteca de São Paulo até fevereiro.
Exposição 'A Imagem em Trânsito', da colombiana Beatriz González
Exposição 'A Imagem em Trânsito', da colombiana Beatriz González
Foto: @pinacotecasp via Instagram / Estadão

Faleceu nesta sexta-feira, 9, a pintora colombiana Beatriz González, uma das artistas mais influentes da arte contemporânea na América Latina e uma das fundadoras do Museu de Arte Moderna de Medellín (MAMM). A causa não foi revelada.

Usando o contexto histórico e social de seu país como inspiração, González tornou-se uma das figuras mais importantes da arte na Colômbia. Seu trabalho mesclou arte, poesia e crítica social, questionando a cultura popular e de massa. De cortinas a cômodas e mesas de centro, suas obras são marcadas por cores vibrantes e distintas, com traços característicos.

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"Lamentamos profundamente o falecimento da mestra Beatriz González (1932-2026), uma das fundadoras do MAMM e figura central na construção da modernidade crítica na América Latina", comunicou o Museu de Arte Moderna de Medellín, em publicação no X (antigo Twitter).

Segundo o MAMM, González fez parte do grupo de intelectuais, artistas e empresários que, na década de 70, impulsionou a criação do museu, sob o argumento de que a cidade colombiana precisava de um espaço com pensamento disruptivo.

"Sua trajetória tem sido uma bússola para a nossa instituição. Sua abordagem, definida por ela mesma como um "Pop de província", desafiou as hierarquias da arte acadêmica ao integrar a estética popular", ressaltou a instituição.

A Pinacoteca de São Paulo também lamentou o falecimento da artista. Em uma publicação no Instagram, o museu relembrou a primeira exibição do trabalho de González no Brasil durante a sua participação na 11ª Bienal de São Paulo, em 1971.

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Ela ficou quatro décadas sem retornar ao País até a abertura da exposição Beatriz González: a imagem em trânsito, atualmente em cartaz na Pinacoteca de São Paulo com mais de 100 trabalhos produzidos desde a década de 1960. Atualmente, as obras da artistas são expostas em sete salas do edifício Pina Luz que conta a trajetória da artista.

"A Pinacoteca se solidariza com familiares, amigos e admiradores da artista, certa de que sua obra deixa um legado fundamental para a História da Arte", destacou o museu.

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