Greve nacional na França fecha Torre Eiffel e afeta funcionamento do Louvre

Manifestação reivindica aumentos salariais e melhoria do poder de compra

5 nov 2026 - 09h50
(atualizado às 12h50)
Resumo
Uma greve nacional na França fechou a Torre Eiffel, afetou o Museu do Louvre e prejudicou escolas e transportes nesta quinta-feira. Convocada por sindicatos com apoio de estudantes e Coletes Amarelos, a paralisação exige aumentos salariais e medidas para o poder de compra. Os protestos ampliam a pressão sobre a economia e ocorrem a cinco meses das eleições presidenciais, em meio à baixa popularidade do presidente Emmanuel Macron, que não pode disputar a reeleição.

A Torre Eiffel, um dos principais monumentos de Paris, ficará fechada ao público nesta quinta-feira (5) devido a uma greve nacional convocada por sindicatos na França.

O anúncio foi feito em comunicado publicado no site oficial da empresa responsável pela administração do ponto turístico. "Visitantes com ingressos eletrônicos são solicitados a verificar seus e-mails. Pedimos desculpas pelo transtorno", diz a nota.

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O protesto também afetou o funcionamento de algumas galerias do Museu do Louvre, que permanecem inacessíveis aos visitantes.

Milhares de pessoas começaram a participar de manifestações em diferentes regiões do país, atendendo ao chamado de uma frente sindical unificada que reivindica aumentos salariais e medidas para melhorar o poder de compra da população.

Além de trabalhadores de diversas categorias, estudantes e integrantes do movimento dos Coletes Amarelos (gilets jaunes) também aderiram aos protestos.

A paralisação também provocou impactos em outros serviços, incluindo escolas e o transporte ferroviário.

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Na capital francesa, a expectativa é de que até 80 mil pessoas participem das manifestações. A mobilização ocorre em um momento de pressão sobre a economia francesa, enquanto o país busca reequilibrar suas contas públicas.

Além disso, acontece a apenas cinco meses das eleições presidenciais, cujo segundo turno poderá ser disputado entre a candidata de extrema direita Marine Le Pen e o líder da esquerda radical Jean-Luc Mélenchon. Em seu segundo mandato e enfrentando baixa popularidade, Emmanuel Macron não poderá concorrer à reeleição. 

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