Greve na Itália fecha diversos pavilhões na Bienal de Arte de Veneza

UE voltou a cobrar organização do evento sobre participação russa

12 jun 2026 - 12h09
(atualizado às 13h23)

Ao menos dez pavilhões foram fechados na manhã desta sexta-feira (12) na 61ª Bienal de Arte de Veneza devido à greve nacional dos trabalhadores da cultura na Itália.

Pavilhão da Rússia na Bienal de Veneza segue sendo motivo de polêmica na 61ª edição
Pavilhão da Rússia na Bienal de Veneza segue sendo motivo de polêmica na 61ª edição
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A paralisação afetou estruturas nos espaços principais do evento - Arsenale e Giardini -, atingindo pavilhões de países como Canadá, França, Finlândia, México e Luxemburgo.

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Centros de arte pela capital do Vêneto também não abriram suas portas, como as casas The Human Safety Net e Smac Venice, na famosa Piazza San Marco.

Funcionários do Palazzo Manfrin, que nesta edição da Bienal recebe a mostra "Ocean Space", de Anish Kappor, também aderiram à greve, assim como várias bibliotecas venezianas.

Membros dos sindicatos participantes informaram que a greve também atingiu profissionais de livrarias e mediadores culturais na mostra internacional.

De modo paralelo à paralisação nacional dos profissionais da cultura, a Bienal de Veneza 2026 ainda enfrenta outro problema: a reabertura do pavilhão russo no evento, que além de ter acarretado inúmeros protestos, também levou à renúncia do júri internacional desta edição.

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Hoje, a Comissão Europeia enviou uma terceira carta à Fundação Bienal de Veneza solicitando esclarecimentos adicionais sobre a participação de Moscou. Segundo fontes da UE, no documento, Bruxelas reitera as questões já destacadas nas duas comunicações anteriores e solicita respostas mais detalhadas sobre as tratativas restantes. A Fundação tem 30 dias para responder ao Executivo da UE.

A Comissão já ameaçou suspender a verba de 2 milhões de euros destinada à maior exposição de arte do mundo, "em prol dos valores democráticos, que não são respeitados pela Rússia" na guerra contra a Ucrânia.

No entanto, a Fundação Bienal sempre sustentou que a participação de Moscou nesta edição seguiu "o absoluto respeito às normas". 

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