A vencedora do Oscar Angelina Jolie enfrentou um de seus maiores medos nas telas para o filme francês "Vidas Entrelaçadas": receber um diagnóstico de câncer.
Baseado nas experiências pessoais da roteirista e diretora Alice Winocour, Jolie interpreta a cineasta norte-americana fictícia Maxine Walker, que, enquanto produz um filme para acompanhar um desfile da Semana de Moda de Paris, descobre que tem câncer de mama.
A mãe de Jolie, Marcheline Bertrand, morreu de câncer de mama aos 56 anos, e Jolie passou por uma mastectomia dupla em 2013, após descobrir que portava a mesma mutação genética que sua mãe.
"Pensei muitas vezes na minha mãe e em como acho que esse filme teria sido maravilhoso para ela quando estava passando por isso", disse ela à Reuters.
Mas não se tratava apenas de sua mãe; Jolie também se envolveu para levar a experiência de Walker ao mundo.
"Você se senta naquela cadeira, e seja câncer ou qualquer outra coisa, seja homem ou mulher, todos nós já passamos por esse momento. Todos nós já passamos por aquele momento em que recebemos uma notícia que mudou nossas vidas", afirmou a atriz.
Jolie teve que passar por uma cena em que um oncologista colocava linhas de operação em seu peito.
"Foi um momento estranho ter Hollywood no meu quarto de hospital", disse Jolie.
"Aqui estou eu, sabe, de camisola, recebendo minhas injeções, fazendo tudo o que faço, mas agora estamos compartilhando isso. E, por isso, me senti muito vulnerável", acrescentou ela.
Ao lado de Jolie, o elenco de "Vidas Entrelaçadas" inclui Ada, interpretada por Anyier Anei, uma modelo que enfrenta dificuldades com o fato de a indústria da moda colocá-la em um pedestal, e a maquiadora Angele, interpretada por Ella Rumpf, que tenta deixar o meio da moda para se tornar escritora.
Jolie espera que a história de cada personagem toque os espectadores.
"Acho que o que descobrimos ao fazer isso, e espero que seja o que o público sinta, é que estamos conectados", disse a atriz de 51 anos.
"Estamos conectados como seres humanos, e todos passamos por alguma coisa... E é muito importante nos apoiar uns aos outros por sermos humanos", acrescentou Jolie.