Ana Botafogo, ícone do balé, é homenageada com Ocupação do Itaú Cultural

Mostra reúne cerca de 200 itens, entre fotos, figurinos e documentos, para revisitar a trajetória da bailarina e sua atuação na difusão do balé

12 mar 2026 - 12h31
A bailarina Ana Botafogo completa 50 anos de carreira em 2026 e é tema da nova Ocupação do Itaú Cultural
A bailarina Ana Botafogo completa 50 anos de carreira em 2026 e é tema da nova Ocupação do Itaú Cultural
Foto: Tiago Queiroz/ Estadão / Estadão

A trajetória da bailarina Ana Botafogo é o tema da nova edição da série Ocupação, realizada pelo Itaú Cultural. A mostra será aberta ao público no dia 28, às 11h, e marca o início da programação do projeto em 2026. A exposição também coincide com dois marcos da artista: 50 anos de carreira e 45 anos como primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Trajetória no balé

Ao longo de cinco décadas, Ana Botafogo interpretou papéis do repertório clássico no Brasil e no exterior. Sua carreira se consolidou no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, onde permaneceu por décadas como primeira bailarina.

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Além das apresentações em teatros, a artista também levou o balé para diversos espaços. Entre as iniciativas, participou de apresentações em áreas abertas, palcos de comunidades e teatros de bairros. Também teve participações em produções televisivas, como novelas e quadros de dança exibidos pela televisão.

Nos últimos anos, a bailarina tem se dedicado a atividades ligadas à formação de novos bailarinos e à difusão do balé por meio de palestras, workshops e projetos educacionais. Um dos trabalhos recentes envolve a atuação na Escola Âmbar + Ana Botafogo, coordenada por Victor Ciattei, projeto iniciado em Macaé há oito anos.

A exposição

A Ocupação dedicada à artista reúne cerca de 200 itens, entre fotografias, documentos, objetos pessoais, jornais e projeções audiovisuais. Parte do material exibido pertence ao acervo da própria bailarina.

Entre as peças expostas estão fotos de infância, registros de apresentações e itens ligados ao figurino utilizado em espetáculos. Um dos objetos apresentados é uma sapatilha customizada usada pela artista, além de um tutu — saia tradicional do balé feita de tule ou tarlatana — utilizado por ela como convidada em apresentações de Don Quixote fora do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

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Estrutura da mostra

Com concepção e curadoria da equipe do Itaú Cultural, a exposição tem expografia assinada por Carmela Rocha e Sofia Gava. O percurso foi organizado em três atos, estrutura inspirada na dramaturgia do balé.

Cada etapa apresenta momentos da trajetória da bailarina, abordando desde o início da formação até a construção de seu legado na dança.

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