O mundo está imerso há anos em duas transições essenciais para deixar os combustíveis fósseis para trás: a transição energética e a transição da mobilidade.
Mas para que ambas sejam possíveis, é fundamental que uma tecnologia continue a evoluir e a ter seu preço reduzido: a tecnologia de baterias, um dos principais componentes dos carros elétricos e responsável por armazenar o excedente de energia durante períodos de alta produção, como, por exemplo, em energia eólica e solar. E aconteceu: nos últimos 35 anos, o preço das baterias de lítio despencou 99%.
Em 1991, uma bateria de íon-lítio custava US$ 9.210 por kWh. Em 2023, o mesmo quilowatt-hora custava US$ 111: estamos falando de uma queda de quase 99% em praticamente três décadas.
Para tornar isso tangível, Hannah Ritchie e Pablo Rosado, do Our World in Data, oferecem um exemplo aplicado a baterias de carros: a bateria de um carro elétrico padrão atual, com autonomia de 350 a 400 quilômetros, custa hoje cerca de US$ 5 mil. Há uma década, o mesmo componente custaria mais de US$ 20 mil; e em 1991, quase US$ 600 mil. Existe um limite estratégico que ultrapassamos recentemente: US$ 100/hWh, historicamente considerado o ponto de paridade econômica com os veículos com motor de combustão interna. No entanto, no final de 2025, já tínhamos ultrapassado essa barreira, atingindo US$ 84/kWh.
Os gráficos são do Our World in Data, um projeto do Global Change Data Lab, afiliado à Universidade de Oxford. A fonte primária é uma série de dados ...
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