TSMC busca alternativas para impedir o domínio da China sobre as terras raras, dizem fontes

22 out 2026 - 09h24
Resumo
Para mitigar riscos de interrupções causadas pelos controles de exportação de Pequim, a taiwanesa TSMC avalia adotar alternativas a componentes de terras raras em seus equipamentos fabris. O movimento reflete a vulnerabilidade da indústria global de chips perante o domínio chinês sobre esses minerais críticos. A iniciativa alinha-se aos esforços conjuntos de Taiwan e dos Estados Unidos para diversificar cadeias de suprimentos e desenvolver tecnologias locais que reduzam a dependência da China.

A TSMC, de Taiwan, está avaliando alternativas a componentes ‌de terras raras em equipamentos industriais, disseram três fontes familiarizadas com o assunto, com o objetivo de reduzir o risco de que controles de exportação impostos por Pequim interrompam as operações de suas plantas, que produzem os chips mais avançados do mundo.

A iniciativa ressalta como o domínio da China sobre as terras raras se ⁠tornou uma vulnerabilidade para a indústria global de semicondutores, depois que o país submeteu, no ‌ano passado, determinados materiais de terras raras, ímãs e tecnologias relacionadas de processamento a controles de exportação, exigindo licenças.

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Ímãs de terras raras são comumente utilizados em ‌motores que movimentam partes de equipamentos industriais, incluindo ‌máquinas encontradas em fábricas altamente automatizadas como as operadas pela TSMC. A escassez ⁠dessas peças especializadas poderia interromper a produção de chips destinados a clientes das cadeias de fornecimento de smartphones, sistemas de inteligência artificial, centros de dados e defesa.

A TSMC, maior fabricante de chips por encomenda do mundo, consultou fornecedores sobre o uso de motores livres de terras raras em equipamentos de automação industrial, segundo três executivos ‌do setor informados pela empresa sobre os planos. Uma das fontes disse que a ‌iniciativa foi motivada por preocupações ⁠com possíveis interrupções ⁠de fornecimento provenientes da China.

As discussões ainda estão em estágio inicial e, até o momento, não ⁠resultaram em uma adoção ampla de equipamentos ‌livres de terras raras, segundo ‌duas das fontes.

A empresa taiwanesa não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

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ALTERNATIVAS

Os esforços da TSMC seguem declarações dos Estados Unidos e de Taiwan de que ambos começariam a procurar maneiras de reduzir sua dependência das cadeias de ⁠suprimento chinesas de terras raras e minerais críticos.

Em junho, Raymond F. Greene, diretor do American Institute em Taiwan, a representação de fato de Washington em Taipé, disse que os Estados Unidos estão trabalhando com Taiwan e outros parceiros para desenvolver fontes alternativas de abastecimento, ampliar a capacidade ‌de processamento e construir cadeias de suprimento mais resilientes.

O ministro da Economia de Taiwan, Kung Ming-hsin, afirmou em fevereiro que o governo apoiará o Industrial Technology Research ⁠Institute (ITRI), organização de pesquisa local, no desenvolvimento de tecnologias de terras raras. O plano prevê estabelecer, em até três anos, uma linha piloto de produção capaz de atender cerca de 50% da demanda doméstica da ilha.

Autoridades norte-americanas demonstraram interesse particular pelo trabalho do ITRI e vêm mantendo conversas com o instituto sobre a diversificação das cadeias de suprimento de minerais críticos, segundo uma pessoa ligada a um centro de estudos dos EUA familiarizada com as discussões. O Departamento de Estado norte-americano não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

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Em comunicado, o ITRI afirmou que está trabalhando com o Departamento de Tecnologia Industrial do Ministério da Economia de Taiwan no planejamento de um projeto relacionado a terras raras, sem fornecer mais detalhes.

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