Estudos apontam que pessoas entre 55 e 75 anos lidam melhor com o silêncio e a ausência de atividades do que as gerações mais jovens. Enquanto os mais velhos valorizam a tranquilidade e viveram antes da era digital, os mais jovens habituaram-se a preencher qualquer instante de espera ou tédio com smartphones e notificações, tornando os momentos de pausa menos naturais em sua rotina diária.
A relação com o silêncio e com os momentos sem atividades pode mudar ao longo da vida. Para pessoas mais velhas, períodos de pausa podem ser mais naturais e menos desconfortáveis do que para indivíduos acostumados a uma rotina marcada por notificações, telas e estímulos constantes.
Relação com o silêncio muda ao longo da vida
Com o envelhecimento, muitas pessoas passam a valorizar mais atividades tranquilas e experiências emocionalmente significativas, enquanto situações associadas a excesso de estímulos podem perder espaço.
A diferença geracional está relacionada aos hábitos e à maneira como cada geração foi exposta aos estímulos do cotidiano. Quem passou boa parte da vida antes da popularização dos smartphones e das redes sociais pode ter desenvolvido uma relação diferente com períodos sem entretenimento imediato.
Para as gerações atuais, smartphones ocupam até os momentos de espera
Uma diferença importante entre gerações está na quantidade de estímulos disponíveis durante os momentos de espera. Hoje, poucos minutos sem uma atividade definida podem ser preenchidos rapidamente com mensagens, vídeos, redes sociais ou notícias.
Ainda assim, isso não significa que os jovens tenham uma "dependência severa de barulho" ou que sejam incapazes de aproveitar o silêncio. O que a tecnologia mudou foi a facilidade de eliminar qualquer intervalo de tédio.
O celular permite que praticamente todo momento vazio seja ocupado, seja durante uma fila, no transporte público ou enquanto se ...
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