Novos estudos mostram que os Alpes foram conquistados pelos romanos há 2 mil anos

Descoberta permite traçar com precisão o avanço das forças romanas há 2 mil anos ao longo de várias dezenas de quilômetros

28 ago 2026 - 16h13
Resumo
Pesquisas na Suíça revelaram um acampamento militar romano inédito a 2.200 metros de altitude, em Colm la Runga. O local abrigava projéteis da Legio III e artefatos bélicos usados na conquista dos Alpes, há 2 mil anos. Classificada como de relevância internacional, a descoberta permite aos arqueólogos mapear com precisão inédita o avanço e a rota das forças de Roma através da cordilheira, desde o vale de Bergell até a região do vale alpino do Reno.
Alpes
Alpes
Foto: Römisches Militärlager in Graubünden neu entdeckt / Xataka

O Império Romano, em seu auge, abrangia três continentes, da Grã-Bretanha aos Cárpatos na Europa, o norte da África e a Ásia Menor. Sua rede de estradas era simplesmente impressionante: chegava a todos os lugares, até mesmo a locais inóspitos e hostis quanto os Alpes. 

Desde 2021, a Universidade de Basileia pesquisa a região dos conflitos romanos ocorridos na área de Crap Ses, entre Cunter e Tiefencastel, onde já se sabia que havia ocorrido o campo de batalha relacionado à conquista romana dos Alpes. No outono de 2023, um detectorista voluntário localizou ali um dos mais altos acampamentos romanos já confirmados, a 2.200 metros acima do nível do mar.

Publicidade

O sítio arqueológico em questão fica na localidade de Colm la Runga, no Oberhalbstein grisão (Suíça), e é um acampamento militar romano cuja existência não era conhecida até então. Entre os artefatos encontrados estão projéteis de chumbo, pregos de calçados e outros objetos de equipamento militar. Alguns projéteis trazem o selo da Legio III, a mesma legião que esteve na batalha de Crap Ses.

O comunicado oficial do cantão classifica a descoberta como de "relevância internacional" porque ela permite traçar com precisão o avanço das forças romanas há 2 mil anos ao longo de várias dezenas de quilômetros. Mais precisamente, desde o vale de Bergell, passando pelo passo de Septimer, até a região de Tiefencastel e, de lá, em direção a Chur e ao vale alpino do Reno. Poucas vezes se teve um nível tão grande de detalhes sobre a rota ...

Veja mais

Matérias relacionadas

Publicidade

A solução para o caos de ter tantos satélites no céu é ridiculamente simples: a tinta mais preta do mundo

Sem pisar na academia: cientistas na China desenvolvem enxertos musculares que se exercitam sozinhos e geram massa magra sem esforço

Adeus ao isopor: adolescente brasileiro de 14 anos cria a solução perfeita e biodegradável usando apenas casca de mandioca e galhos

Especialistas começam a ficar preocupados: "É provável que tenhamos registrado a temperatura mais alta do mar em 125.000 anos"

Um estudo americano demonstra que os humanos poderiam viver até 200 anos se o método proposto por eles fosse aplicado: o DNA de baleia

Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se