Um cheiro novo que você não consegue identificar, um pouco de batom na camisa ou uma pequena marca no pescoço eram suficientes para saber que seu parceiro não tinha ido embora. talvez estivessem saindo para tomar umas cervejas com os amigos. Ou talvez estivessem. No entanto, agora todos os olhares se voltam para eles no momento em que recebem uma notificação e viram o celular, ou quando você descobre que o histórico de conversas está vazio. De acordo com dados de um site de psicologia, 30% dos términos de relacionamento atuais já incluem algum componente digital como fator desencadeante.
Contudo, a tese central defendida pela psicologia moderna é diferente: a traição é muito mais antiga do que a cultura das celebridades, os smartphones ou as redes sociais. A tecnologia não inventou a infidelidade; ela simplesmente alterou sua velocidade, sua escala e, sobretudo, sua visibilidade.
Confusão ddos limites
O próprio conceito de infidelidade tornou-se tão ambíguo que muitas vezes é difícil defini-lo. Hoje, navegamos pelas águas da microtraição, que inclui comportamentos sutis como salvar números de telefone nos contatos com nomes falsos, reagir constantemente aos stories do Instagram de outras pessoas ou manter perfis ativos em aplicativos de namoro "só para olhar". Essas dinâmicas facilitam uma vida dupla digital que corrói silenciosamente a confiança. Na verdade, esses comportamentos relacionados à infidelidade nas redes sociais (conhecidos academicamente como SMIRB) podem criar uma...
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