A inteligência artificial tem mudado a forma como as pessoas lidam com dúvidas do dia a dia, inclusive aquelas que deveriam ser exclusivas de consultórios médicos. Um levantamento da plataforma Olá Doutor, realizado com 500 brasileiros, mostra que 7 em cada 10 pessoas recorreram à IA no último ano para entender sintomas, doenças ou questões de saúde.
O estudo, que ouviu adultos de todas as regiões do país, revela um comportamento preocupante, que é o uso de ferramentas como o ChatGPT e o Gemini como um "atalho" para dúvidas médicas. O problema é que, junto com a praticidade, vêm riscos, especialmente quando essas respostas passam a substituir, e não apenas complementar, a orientação de um profissional de saúde.
Autoatendimento digital? Inteligência artificial está tomando o lugar dos médicos
Desde que a internet passou a estar literalmente na palma da mão, buscar respostas se tornou quase automático. Basta digitar uma dúvida e, em segundos, surge uma explicação pronta. Com isso, muita gente passou a pesquisar sintomas no Google na tentativa de chegar a um diagnóstico e até "resolver" o problema sem procurar atendimento médico.
O que já era um comportamento arriscado pode estar se agravando ainda mais com a expansão dos agentes de inteligência artificial, como o ChatGPT. A diferença agora é que essas ferramentas não apenas mostram links, elas respondem como se estivessem em uma consulta, simulando o raciocínio de um profissional de saúde. Isso aumenta a sensação de ...
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