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Operadoras europeias pedem mais frequências para 6G e alertam sobre avanço dos EUA

7 mai 2025 - 18h48
(atualizado às 21h26)

Doze das maiores empresas europeias de telecomunicação pediram aos órgãos reguladores, nesta quarta-feira, que destinem mais espectro para serviços móveis, alertando que a Europa corre o risco de ficar atrás dos Estados Unidos na futura implantação do 6G.

Em uma carta à qual a Reuters teve acesso, operadoras como a Vodafone, do Reino Unido, a Deutsche Telekom, da Alemanha, a Orange, da França, e a TIM, da Itália, solicitaram que toda a faixa superior de 6 GHz seja disponibilizada para redes móveis.

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A faixa é um dos poucos grandes blocos restantes de espectro de banda média disponível, já que a maioria dos países europeus leiloou ondas de rádio na faixa de 3,4 GHz a 3,8 GHz para implantações iniciais do 5G.

O espectro de banda média é ideal para redes que precisam lidar com grandes quantidades de dados e, ao mesmo tempo, oferecer uma cobertura razoável.

Embora os EUA tenham liberado a faixa de 6 GHz para o uso de Wi-Fi em 2020, e a China a tenha destinado para serviços de 5G e 6G em 2023, a Europa ainda não decidiu sobre o reaproveitamento dessas frequências.

"Se a decisão de disponibilizar a faixa superior de 6 GHz para as operadoras móveis europeias for adiada, enquanto os interesses tecnológicos dos EUA puderem garantir mais capacidade de 6GHz, a competitividade da Europa poderia ser ameaçada", disseram as empresas.

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"Continuamos preocupados com o fato de que o acesso à banda superior de 6 GHz ainda está sendo solicitado para Wi-Fi pelas partes interessadas dos EUA", acrescentaram.

O Grupo de Política de Espectro de Rádio da União Europeia deve emitir um parecer preliminar para consulta pública sobre a faixa de 6 GHz em junho, incluindo recomendações à Comissão Europeia sobre o uso futuro da faixa superior de 6 GHz.

As operadoras também sinalizaram que o espectro atual não seria suficiente para suportar os serviços 5G existentes e o futuro lançamento do 6G, devido ao aumento do tráfego nas redes móveis.

"Sem a disponibilidade total da faixa superior de 6 GHz para redes móveis, quaisquer futuros serviços de 6G nessa faixa seriam significativamente limitados e, em última análise, comprometeriam a oportunidade da Europa de desempenhar um papel de liderança no lançamento do 6G".

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A pesquisa e o desenvolvimento da sexta geração da tecnologia sem fio estão em andamento. Especialistas esperam que o 6G seja lançado comercialmente nos anos 2030.

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