OpenAI entra com pedido de IPO nos EUA

8 jun 2026 - 18h59

A OpenAI, criadora do ChatGPT, apresentou nesta segunda-feira, de forma ‌confidencial, um pedido de oferta pública inicial de ações nos Estados Unidos.

A companhia não divulgou o valor nem os termos da oferta e afirmou que ainda não foi definido um cronograma. "Pode demorar um pouco, pois há coisas que queremos fazer que provavelmente são mais fáceis como empresa privada", afirmou a OpenAI em comunicado.

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A Reuters havia noticiado que a gigante da IA ⁠tem como meta obter uma avaliação de até US$1 trilhão em uma estreia no mercado ‌de ações que poderia ocorrer já em setembro.

Com essa avaliação, a OpenAI abrirá caminho para que um trio de empresas avaliadas em trilhões de dólares entre rapidamente no mercado e é ‌vista como o teste mais significativo do apetite dos ‌investidores por ações de tecnologia de alto crescimento na última década.

A SpaceX, de Elon ⁠Musk, foi a primeira a dar o pontapé inicial, registrando um pedido de IPO que será o maior da história se concretizado, com a empresa buscando levantar US$75 bilhões, com uma avaliação de US$1,75 trilhão.

A ERA DA IA

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A OpenAI informou no início deste ano que estava levantando US$110 bilhões com uma avaliação de US$840 bilhões junto a um grupo de investidores ‌de peso, incluindo SoftBank, Amazon e Nvidia.

Na época, a empresa também divulgou que o ChatGPT tinha ‌mais de 900 milhões de ⁠usuários ativos semanais e ⁠mais de 50 milhões de assinantes.

O pedido de IPO segue-se à renegociação da parceria da OpenAI com ⁠a Microsoft, um de seus primeiros investidores, o ‌que permitiu à pioneira em IA ‌firmar novas parcerias com empresas como Amazon.com e Google.

O investimento inicial da Microsoft, totalizando US$13 bilhões desde 2019, ajudou a pavimentar o caminho para a rápida ascensão da OpenAI e impulsionou o crescimento do negócio de computação em nuvem Azure da gigante ⁠do software.

Em março, a OpenAI informou que estava gerando US$2 bilhões em receita mensal e crescendo cerca de quatro vezes mais rápido do que empresas que definiram as eras da internet e dos dispositivos móveis, incluindo Alphabet e Meta. Isso se compara a cerca de US$1 bilhão em receita trimestral no final de 2024.

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ALTMAN ‌VS MUSK

A OpenAI foi fundada em 2015 como uma organização sem fins lucrativos focada em pesquisa, mas criou uma divisão com fins lucrativos quatro anos depois para ajudar a ⁠financiar os custos crescentes do desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial.

A estrutura incomum, que dava à organização sem fins lucrativos controle sobre a entidade com fins lucrativos, foi alvo de intensa análise no final de 2023, quando o presidente-executivo da OpenAI, Sam Altman, foi brevemente destituído do cargo, retornando dias depois após uma revolta dos funcionários.

Em dezembro de 2024, a OpenAI revelou planos para reformular sua estrutura por meio da criação de uma corporação de benefício público, afirmando que a medida a ajudaria a levantar muito mais capital, ao mesmo tempo em que aliviaria as restrições impostas por sua controladora sem fins lucrativos.

A reformulação da OpenAI rapidamente se tornou controversa após críticas contundentes de seu primeiro investidor, o bilionário Elon Musk, que mais tarde processou a OpenAI e acusou Altman e outros executivos de transformar a organização sem fins lucrativos em um veículo para enriquecimento privado.

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