A piada dos "30 anos para a fusão" morreu oficialmente em Massachusetts. Com a instalação do primeiro ímã supercondutor de alta temperatura no reator SPARC, a era da experimentação deu lugar à era da produção. Com o calendário marcando 2027 como o ano do "Primeiro Plasma", a humanidade está a poucos meses de provar que o Sol pode ser engarrafado comercialmente.
Renascimento no deserto
O epicentro dessa mudança é a aliança entre a Commonwealth Fusion Systems (CFS), a gigante dos chips Nvidia e a potência industrial Siemens na CES 2026 em Las Vegas. As três empresas uniram forças para criar um "gêmeo digital" do SPARC, o reator de demonstração que a CFS está construindo nos arredores de Boston.
Este anúncio não é apenas uma declaração de intenções. Como relata o Seeking Alpha, a CFS já instalou o primeiro dos 18 ímãs supercondutores de alta temperatura que formam o coração do SPARC. De acordo com o CEO da CFS, Bob Mumgaard, em entrevista à Fortune: "Esses ímãs são poderosos o suficiente para tirar um porta-aviões da água."
O paradoxo da IA
Como alertou Roland Busch, CEO da Siemens, no palco da CES, fábricas e centros de dados com IA exigem gigawatts de eletricidade constantes para operar, mas a IA é, por sua vez, a ferramenta que permitirá a obtenção dessa energia.
Controlar um plasma a 100 milhões de graus Celsius é um desafio de engenharia que a mente humana sozinha não consegue resolver. Como explica a Latitude Media, a colaboração com a Nvidia torna possível comprimir "anos de ...
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