A escolha do próximo notebook agora inclui a capacidade de processar inteligência artificial localmente, sem depender da internet. Esses modelos, chamados de AI PCs, contam com a NPU, um chip dedicado que divide tarefas de IA com a CPU e a GPU, como aplicar efeitos em chamadas e gerar legendas, economizando bateria. Para categorias como o Copilot+ da Microsoft, já são exigidos alto poder de processamento neural (40 TOPS), 16 GB de RAM e 256 GB de armazenamento, redefinindo os padrões de compra.
Escolher um notebook com IA começa a fazer parte da compra de computador no Brasil. Por décadas, a conta foi a mesma: quanto mais rápido o processador, mais memória e mais bateria, melhor. A fabricante brasileira Positivo Tecnologia divulgou nesta quarta-feira (4) uma análise defendendo que essa lista ganhou um item: a capacidade de a máquina rodar recursos de inteligência artificial sozinha, sem depender da internet.
É claro que a empresa tem interesse no assunto, porque vende esse tipo de notebook. Mas os números de quem acompanha o mercado de fora apontam na mesma direção.
O que é um "AI PC"?
O nome vem do inglês e quer dizer, literalmente, "PC com IA". Na prática, é um computador que, além do processador comum (a CPU) e do chip de vídeo (a GPU), tem uma terceira peça: a NPU, sigla para unidade de processamento neural.
A NPU é um chip feito sob medida para as contas que a inteligência artificial faz. Ela não substitui o processador, divide o trabalho com ele. Tarefas como borrar o fundo numa videochamada, gerar legenda automática de um vídeo ou melhorar a imagem da webcam podem rodar nela, gastando menos bateria e deixando o processador livre para o resto.
Para levar o selo Copilot+ PC da Microsoft, a categoria mais conhecida, o notebook precisa de uma NPU capaz de fazer pelo menos 40 trilhões de operações por segundo (os tais 40 TOPS), além de 16 GB de memória e 256 GB de armazenamento.
Por que a IA muda os critérios de escolha do notebook?
Porque cada vez mais programas vão ...
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