"Não existe 'o gamer'": CEO da Player1 fala sobre 10 anos do PEB, maturidade do mercado e o que a IA ainda não consegue substituir

Em dez anos de Prêmio eSports Brasil, CEO da Player1 vê mercado mais maduro, mas alerta: marca que não entende a cultura da comunidade está desperdiçando dinheiro

15 jun 2026 - 13h11
(atualizado em 16/6/2026 às 09h25)
Crédito de imagem: PEB
Crédito de imagem: PEB
Foto: Crédito de imagem: PEB / Xataka

Dez anos depois de criar o Prêmio eSports Brasil, a Player1 chegou ao Rio2C com novidades de posicionamento e com uma leitura clara sobre o que mudou, e o que ainda não mudou, na forma como marcas e empresas enxergam o universo gamer. Leandro Valentim, CEO da empresa, conversou com o Xataka Brasil sobre os erros mais comuns do mercado, as transformações de comportamento da audiência e por que autenticidade ainda vale mais do que tecnologia quando o assunto é comunidade.

O erro que todo mundo ainda comete

Para Valentim, o principal equívoco de marcas ao tentar se aproximar do público gamer é tratar esse universo como um bloco único. "Uma das maiores lições que aprendemos na última década é que não existe 'o gamer'. Existem comunidades, culturas e comportamentos muito diferentes convivendo sob o mesmo guarda-chuva", afirma.

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Segundo ele, muitas empresas já compreenderam que os games movimentam audiências relevantes, mas ainda recorrem a uma estética superficial, usando referências visuais ou memes sem entender as dinâmicas culturais por trás de cada comunidade. "Quem acompanha Counter-Strike tem referências, ídolos e hábitos muito diferentes de quem vive o universo de Free Fire, League of Legends ou jogos de futebol virtual como EA FC ou eFootball", explica. "Mais do que falar com gamers, as marcas precisam aprender a participar dessas comunidades de forma legítima."

A audiência que não quer só assistir

Nos últimos cinco anos, Valentim observa um movimento que chama de "retorno às...

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