Lula assina decretos que aumentam responsabilização de plataformas em crimes na internet

20 mai 2026 - 13h53

O presidente ‌Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quarta-feira dois decretos com novas regras para atuação das plataformas digitais no país, incluindo a atualização da regulamentação do Marco Civil da Internet que poderá permitir a responsabilização das ⁠plataformas, no caso de atividades criminosas, para seguir as ‌regras determinadas pelo Supremo Tribunal Federal.

De acordo com informações do Palácio do Planalto, o texto de um ‌dos decretos determina que as big ‌techs tenham canais para denúncia de crimes e ⁠práticas ilícitas, façam a verificação e retirem imediatamente o que for considerado ilegal, além de guardar dados que permitam a eventual responsabilização dos autores.

Publicidade

O texto prevê, ainda, que as plataformas devem tomar medidas preventivas para impedir ‌a circulação de conteúdos sobre crimes graves, como terrorismo, ‌exploração sexual de ⁠crianças e ⁠adolescentes, tráfico de pessoas, incentivo à automutilação e violência contra mulheres.

O ⁠decreto prevê também que ‌as empresas de mídias ‌digitais poderão ser responsabilizadas quando, no caso de publicidade paga incentivando crimes, houver "falhas recorrentes" na adoção de medidas de prevenção e retirada de conteúdos.

O texto ⁠deixa de fora, no entanto, serviços como Whatsapp e outros aplicativos de mensagens e de emails, assim como os de videoconferência porque, segundo nota do Palácio do Planalto, "a Constituição preserva ‌o direito ao sigilo das comunicações".

O segundo decreto assinado pelo presidente mira crimes contra as mulheres nos ambientes ⁠digitais. O texto prevê que as empresas criem canais específicos para denúncia de conteúdos íntimos divulgados sem consentimento, ameaças, perseguição e assédio contra mulheres e meninas e obriga a retirada em até duas horas, mas com a preservação das informações para que os autores possam ser identificados em investigações.

Publicidade

O decreto inclui ainda a proibição de uso de inteligência artificial para "produção de imagens íntimas falsas ou sexualizadas de mulheres" e obriga as plataformas a agir preventivamente para impedir a produção.

Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
TAGS
É fã de ciência e tecnologia? Acompanhe as notícias do Byte!
Ativar notificações