Em 1943, durante uma missão noturna sobre a Europa, vários pilotos britânicos retornaram convencidos de que haviam sido perseguidos por estranhos objetos luminosos que apareciam e desapareciam ao redor de suas aeronaves. Alguns pensaram que se tratava de uma arma secreta alemã, outros que eram crises nervosas causadas pelo estresse do combate. Décadas depois, esse caos aéreo ainda serve como um lembrete perturbador: há momentos na guerra em que o problema deixa de ser apenas o inimigo.
Céu muito confuso
O Insider relatou que a guerra na Ucrânia entrou numa fase tão saturada de drones que, em muitos setores da frente de batalha, os soldados já não sabem qual dispositivo está sobrevoando ou quem o controla. A consequência é uma situação quase absurda, mesmo para os padrões militares: tropas ucranianas atirando em seus próprios drones para sobreviver, operadores cortando cabos de fibra óptica com tesouras sem saber se pertencem ao inimigo ou a uma unidade amiga, e sistemas de guerra eletrônica bloqueando qualquer sinal que apareça no ar, mesmo que isso signifique desativar seus próprios equipamentos.
O campo de batalha se tornou um espaço tão repleto de pequenos dispositivos voadores, interferências e links de dados que distinguir entre aliado e inimigo leva meros segundos. Se algo se aproxima muito rápido, a reação automática é destruí-lo primeiro e perguntar depois.
Drones descartáveis
Parte do problema decorre da forma como ambos os lados transformaram os drones em armas de ...
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