É evidente que o mundo está se tornando um vespeiro vibrante com várias frentes abertas. Algumas estão explodindo diretamente, como o conflito entre os EUA, Israel e Irã, enquanto outras fervilham sob a superfície, na forma de tensões diplomáticas e tarifas. Os Estados Unidos têm sido e continuam sendo a potência global dominante economicamente (em termos de PIB nominal) e militarmente, mas a China está avançando inexoravelmente para quebrar sua hegemonia em todas as frentes.
Proatividade
A principal missão de Trump é "Tornar a América Grande Novamente" e, militarmente, isso envolve a adoção de um papel mais proativo: vimos isso na Venezuela e no Irã, mas também em menor escala com a abordagem de navios. Diante desse cenário, a China se encontra em uma posição delicada (ela compra 90% de todo o petróleo exportado pelo Irã), que está tentando resolver com a máxima pressão diplomática, mas sem ação militar. Uma ampla relação comercial está em jogo. Se os Estados Unidos agissem, enfrentariam sérios problemas.
A relação entre os Estados Unidos e a China é paradoxal: são rivais geopolíticos, mas, ao mesmo tempo, mantêm uma relação econômica e industrial simbiótica. Se os Estados Unidos quiserem fortalecer suas forças armadas, a China seria essencial, como demonstra um relatório interno encomendado pelo próprio Departamento de Defesa.
Por que isso importa?
Porque provavelmente estamos no ponto mais alto da tensão militar entre as duas potências desde a Guerra Fria, e os Estados Unidos ...
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