Em 2025, um drone abriu um buraco no domo que protege Chernobyl; o conserto vai custar 500 milhões de euros

A infraestrutura que deveria encerrar definitivamente o incidente de 1986 agora enfrenta um novo tipo de risco

1 abr 2026 - 15h18
(atualizado em 2/4/2026 às 17h42)
Foto: Xataka

O gigantesco arco de aço construído sobre o reator 4 de Chernobyl foi concebido como uma solução definitiva para conter o pior acidente nuclear da história por pelo menos cem anos — uma estrutura colossal projetada para isolar o antigo "sarcófago" e ganhar tempo para a humanidade.

Com mais de 100 metros de altura e capaz de abrigar monumentos inteiros em seu interior, esse sistema foi projetado para resistir a condições extremas e permitir o desmantelamento seguro do reator, encapsulando centenas de toneladas de material radioativo que ainda permanecem ativos décadas após o desastre.

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Mas tudo mudou em fevereiro de 2025, quando um ataque com drone, em plena madrugada, perfurou essa carapaça aparentemente invulnerável, abrindo uma brecha na estrutura e deixando exposto um sistema que nunca foi projetado para operar em um ambiente de guerra.

Embora não tenha havido vazamentos imediatos nem vítimas, o dano comprometeu funções críticas, especialmente a ventilação que controla a umidade e evita a corrosão, introduzindo um risco silencioso, porém crescente, que pode degradar a estrutura em poucos anos.

O que permanece oculto sob o aço

Sob o arco danificado permanece um ambiente extremamente instável: restos do reator, toneladas de combustível nuclear e massas fundidas de materiais altamente radioativos que continuam reagindo lentamente.

O antigo "sarcófago", construído às pressas em 1986, nunca foi estruturalmente confiável e, na prática, depende completamente da nova cobertura para ...

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