A psicologia diz: ficar em silêncio para evitar conflitos não é sinal de maturidade: é um atalho para a autodestruição

No trabalho e na vida social, muitas vezes escolhemos ficar calados para evitar conflitos. Mas a psicologia não recomenda isso de jeito nenhum.

2 abr 2026 - 18h03
Foto: Xataka

Dias atrás vimos alguns truques que a geração Z compartilha no TikTok sobre como lidar com chefes e colegas em ambientes de trabalho tóxicos. Muitos dizem que simplesmente ignoram tudo, não se comunicam com a equipe nem com os superiores e preferem não levar nada para o lado pessoal. Parece uma boa tática: afinal, há uma frase atribuída a Mark Twain, o famoso escritor, que entrou para a história ao dizer que "nunca discuta com um ignorante, ele vai te rebaixar ao nível dele e vencer pela experiência".

Mas é preciso olhar para esse conselho com cautela

A psicologia já mostrou que guardar tudo para si e não expressar o que sentimos diante de certos acontecimentos, comentários ou formas de tratamento pode ser muito prejudicial para a saúde. Isso vale para a vida em família, em sociedade, nas amizades, em ambientes de estudo… e também no trabalho, já que, no fim das contas, passamos grande parte do dia trabalhando.

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Dias atrás, o psicólogo Luis Miguel Real Kotbani publicou uma coluna na revista Ethic em que afirmava: "Guardar silêncio não nos torna maduros, e sim submissos". Segundo ele, ficar calado em situações incômodas, longe de garantir a harmonia, pode acabar se transformando em uma condenação silenciosa: uma estratégia que começa com a intenção de preservar a paz, mas que termina reprimindo necessidades pessoais.

Quais as consequências de se calar diante de um chefe

No artigo citado, Real Kotbani aponta que, cada vez que você "escolhe o silêncio para não incomodar os outros,...

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