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Amostras coletadas pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos em 2022 começaram a queimar espontaneamente durante análises científicas. O fenômeno foi associado a um mineral instável que pode representar um perigo para futuras operações de mineração em águas profundas

17 out 2026 - 11h47
(atualizado às 14h12)
Resumo
Amostras de rochas colhidas no fundo do Oceano Pacífico pelo Serviço Geológico dos EUA surpreenderam cientistas ao entrarem em combustão espontânea em laboratório, ultrapassando 100 °C. O fenômeno ocorreu pela reação de sulfetos de ferro com o oxigênio ao saírem do ambiente marinho. Publicado na revista Scientific Reports, o estudo revela os riscos térmicos e químicos associados à futura exploração de minerais metálicos no leito oceânico profundo.
simulação da rocha entrando em combustao no laboratório - imagem produzida por IA
simulação da rocha entrando em combustao no laboratório - imagem produzida por IA
Foto: gemini / Xataka

Rochas retiradas do fundo do Oceano Pacífico surpreenderam cientistas ao entrarem em combustão espontânea durante análises em laboratório. O caso ocorreu durante o processamento de duas amostras coletadas em 2022 pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), na Depressão de Escanaba, região conhecida por seus depósitos de minerais metálicos. Após serem preparadas para os estudos, as rochas ultrapassaram os 100 °C e começaram a queimar. A investigação revelou que o fenômeno estava relacionado à presença de um mineral de sulfeto de ferro que conseguiu liberar calor ao reagir com o oxigênio. O resultado, publicado na revista Scientific Reports, também levantou um alerta sobre os riscos envolvidos na futura exploração mineral do leito marinho.

Rochas permaneceram estáveis no fundo do mar, mas reagiram ao chegar ao laboratório

A descoberta aconteceu durante a análise de materiais coletados na Depressão de Escanaba, uma área de águas profundas situada na costa dos estados americanos de Oregon e Califórnia. Nesse ambiente, a atividade hidrotermal contribuiu para a formação de depósitos ricos em metais como ferro, cobre e zinco, que despertam interesse científico e econômico.

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Em 2022, pesquisadores do USGS utilizaram um robô subaquático operado remotamente para recolher 57 amostras de rochas em quatro pontos do fundo oceânico. A maior parte do material continha sulfetos metálicos, compostos que podem concentrar metais de interesse para uma eventual exploração mineral em águas ...

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