Dez anos atrás, Hannah Herbst, uma estudante do ensino médio, projetou um pequeno gerador de eletricidade que chamou de BEACON, um acrônimo para levar acesso à eletricidade a outros países por meio da energia oceânica. A ideia surgiu ao ajudar uma menina na Etiópia com quem ela trocava correspondências, que relatava constantes quedas de energia em casa. A tentativa de ajudá-la lhe rendeu um prêmio de US$ 25 mil numa competição para jovens cientistas de destaque.
Por trás do BEACON, havia um tubo de PVC com uma hélice impressa em 3D que, ao aproveitar o fluxo de água para girar o rotor, alimentava um minigerador hidrelétrico capaz de alimentar lâmpadas de LED. Após a avaliação dos engenheiros e a apresentação do projeto na Casa Branca, Herbst descobriu que não havia como ajudar sua amiga ou outras pessoas como ela.
Aos 15 anos, ela construiu um gerador por R$ 70
Embora a ideia da jovem de 15 anos fosse inegavelmente brilhante, o custo de ampliar um sistema para aproveitar a energia oceânica excedia em muito os 12 euros (cerca de R$ 70, na cotação atual) que ela havia investido no projeto. Além disso, o marketing e a distribuição encareceriam ainda mais o sistema, então Herbst tomou uma decisão.
Longe de tentar monetizar sua invenção, ela a transformou num modelo de código aberto que qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, pudesse usar. Graças a isso, qualquer pessoa agora pode construir seu próprio microgerador usando a invenção de Herbst sem precisar pagar nada a ninguém. ...
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