Os fãs de séries médicas talvez tenham um exemplo em mente: Gregory House, um médico brilhante, porém insuportável, que se destaca por sua pura arrogância. A ficção nos mostrou que perdoávamos seus maus modos simplesmente porque ele era um gênio que salvava vidas.
Mas e na vida real, suportaríamos um médico assim? A ciência quis responder a essa pergunta e descobriu que não apenas o suportaríamos, como também daríamos muito mais atenção a ele do que a um médico gentil.
Para testar nossa impressão sobre esse tipo de médico, a equipe de pesquisadores do INSPA (Instituto de Lisboa) realizou três experimentos com quase 200 participantes. A premissa era bastante simples: avaliar como as pessoas reagiam a diferentes tipos de conselhos de saúde, variando fatores como a experiência de quem dava o conselho e a educação ao falar.
Os resultados chamaram a atenção de boa parte da comunidade, pois contradizem o que é ensinado aos médicos desde a faculdade. O que se observou foi que, quando o conselho vinha de um especialista no assunto, o uso de uma linguagem muito arrogante se mostrava muito mais persuasivo do que um tom afável e educado. Ou seja, agir como o doutor House funcionava muito melhor do que se imaginava. Por isso, o fenômeno foi batizado de "efeito Doctor House".
Curiosamente, porém, o estudo também mostra que existe um duplo critério. Nesse caso, se a pessoa que dava o conselho não era uma figura de autoridade especialista, acontecia exatamente o contrário: usar uma ...
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