NASA descobre "planeta de segunda geração": ele se formou das cinzas de uma estrela morta e desafia a ciência

Estudo aponta que o planeta pode ter se formado a partir de material expelido por uma estrela em seus estágios finais

11 out 2026 - 13h43
(atualizado às 14h42)
Resumo
Astrônomos identificaram um possível planeta de segunda geração na anã branca HS 0209+0832. Investigado pela Universidade de Warwick a partir de dados do telescópio Hubble, o astro teria se formado não ao redor de uma estrela jovem, mas a partir do material ejetado durante a morte estelar, contrariando modelos tradicionais. A detecção de elementos químicos incomuns, como nióbio, cobre e zinco, reforça a hipótese de que novos mundos podem surgir das cinzas de estrelas extintas.
Nasa
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Foto: Divulgação/NASA / Xataka

Astrônomos identificaram um possível planeta de segunda geração orbitando uma anã branca, o núcleo remanescente de uma estrela que chegou ao fim de sua vida. Diferentemente dos planetas que se formam ao redor de estrelas jovens, este pode ter surgido de material expelido durante a morte estelar, uma hipótese que desafia os modelos tradicionais de formação planetária.

O objeto está associado à anã branca HS 0209+0832 e foi investigado por pesquisadores da Universidade de Warwick, no Reino Unido.

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O que é um planeta de segunda geração?

A maioria dos planetas conhecidos se formou a partir de discos de gás e poeira que cercavam estrelas jovens. No caso de um planeta de segunda geração, o processo acontece em outro momento: ele se forma com material expelido por uma estrela durante suas etapas finais de vida.

Quando uma estrela semelhante ao Sol envelhece, ela se expande e libera suas camadas externas. O núcleo restante pode se tornar uma anã branca, enquanto parte do material ejetado permanece ao redor dela. Em condições específicas, esse material pode formar um disco capaz de dar origem a um novo planeta.

Telescópio Hubble encontrou pistas incomuns

O sistema HS 0209+0832 já intrigava os astrônomos desde 1999, quando observações do Telescópio Espacial Hubble, da NASA, revelaram elementos químicos incomuns na atmosfera da anã branca.

Análises identificaram concentrações elevadas de elementos como nióbio, cobre e zinco — substâncias que podem ser produzidas por reações nucleares que ...

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