Cientistas da Universidade de Utah desenvolveram uma inovadora bateria de fluxo inspirada no metabolismo humano, que utiliza glicose e vitamina B2 para armazenar energia. O dispositivo usa biomoléculas orgânicas e biodegradáveis para imitar a respiração celular, gerando eletricidade de forma limpa. A tecnologia surge como uma alternativa sustentável às baterias tradicionais de íon de lítio para armazenamento em larga escala, eliminando a dependência de metais pesados e a mineração tóxica.
Uma equipe da Universidade de Utah desenvolveu uma bateria de fluxo bioinspirada que utiliza biomoléculas totalmente orgânicas e biodegradáveis para armazenar energia limpa sem depender de metais pesados.
O armazenamento de energia em grande escala é um dos maiores gargalos da transição energética. Baterias de íon de lítio convencionais são eficientes para eletrônicos e veículos elétricos, mas envolvem mineração tóxica e alto impacto ambiental. Para resolver isso, a resposta veio da própria biologia.
Pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, criaram uma bateria de fluxo bioinspirada que imita o metabolismo do corpo humano, utilizando vitamina B2 (riboflavina) e glicose para armazenar e liberar eletricidade de forma limpa e sustentável.
Como funciona a bateria "metabólica"?
As baterias de fluxo armazenam energia em eletrólitos líquidos contidos em tanques externos que passam por uma célula central onde ocorrem as reações eletroquímicas.
No protótipo desenvolvido pela equipe, o processo é diretamente espelhado nas rotas metabólicas que as nossas células usam para extrair energia dos alimentos:
- Anólito (polo negativo): Utiliza derivados de glicose, atuando como o "combustível" primário.
- Católito (polo positivo): Utiliza flavinas modificadas com base na vitamina B2, que atuam como aceitadores de elétrons — um papel idêntico ao que desempenham no nosso organismo durante a respiração celular.
Ao substituir metais pesados e compostos sintéticos nocivos (como o ...
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