Por muito tempo, a grande discussão sobre inteligência artificial girou em torno de modelos capazes de resumir, programar ou gerar imagens. Mas quando levamos essa ambição para o mundo físico, tudo muda. Um robô não aprende a funcionar simplesmente lendo instruções: ele precisa observar, repetir, falhar e acumular dados sobre movimentos no mundo real.
É por isso que a próxima fronteira da robótica não se resume a construir corpos mais ágeis ou mãos mais precisas, mas sim a construir todo o sistema necessário para ensiná-los a agir fora do laboratório.
Esse sistema está começando a tomar forma em Fujian, onde a primeira fábrica de coleta de dados em larga escala da província foi inaugurada em fase de testes. Segundo a CCTV, a instalação está localizada na Área D do Parque de Software de Fuzhou e foi criada pela Fujian Jufu Technology.
Lá, cerca de 30 robôs seguem as instruções de diversos operadores, descritos por fontes chinesas como "professores", para praticar tarefas como limpar mesas, separar frutas e verduras ou descartar caixas de transporte.
A mecânica dessa "escola" é relativamente fácil de imaginar, mas extremamente complexa por dentro. Os operadores usam óculos de realidade virtual e controles para guiar o robô em cada exercício. Quando o operador levanta o braço, a máquina replica o gesto e, por exemplo, pega um copo de papel para colocá-lo sobre outro.
O importante não é apenas que ela complete a ação, mas que cada movimento, ângulo da articulação e pressão da garra ...
Matérias relacionadas