É ainda pior do que pensávamos: novo estudo sobre alimentos ultraprocessados revela riscos do consumo regular

Muito além do valor nutricional

11 mai 2026 - 16h39
(atualizado em 12/5/2026 às 15h39)
Médico
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Foto: Unsplash/Online Marketing / Xataka

Um novo e abrangente relatório da Sociedade Europeia de Cardiologia acendeu um alerta vermelho sobre o impacto dos alimentos ultraprocessados (AUP) na saúde do coração. O documento, que reúne as evidências científicas mais recentes, revela que o consumo regular desses produtos de fabricação industrial está diretamente ligado a um aumento drástico no risco de doenças cardíacas, arritmias, obesidade, diabetes e morte prematura por causas cardiovasculares.

Os dados são alarmantes: adultos que consomem as maiores quantidades de ultraprocessados enfrentam um risco até 19% maior de desenvolver doenças cardíacas e impressionantes 65% mais chances de morrer por problemas cardiovasculares em comparação com aqueles que priorizam alimentos naturais ou minimamente processados. O relatório destaca que mesmo produtos comercializados com uma aura "saudável" podem esconder perigos se forem altamente transformados pela indústria.

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A armadilha biológica dos ultraprocessados

O problema dos ultraprocessados vai além da contagem de calorias, açúcar ou sal. O relatório explica que esses alimentos possuem uma estrutura física alterada e são carregados de aditivos e contaminantes que podem causar uma verdadeira pane no organismo. O consumo excessivo desses produtos promove a inflamação crônica, causa disfunções metabólicas e altera a microbiota intestinal, o que acaba favorecendo o ganho de peso e a hipertensão.

De acordo com a Dra. Marialaura Bonaccio, uma das autoras do estudo, o foco da prevenção...

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