Buraco na Camada de Ozônio de 2025 é um dos menores da história e confirma tendência de recuperação

Um avanço após o Protocolo de Montreal

6 jan 2026 - 13h09
(atualizado às 14h18)
Foto: Xataka

O ano de 2025 encerra com uma notícia extremamente positiva para o meio ambiente. Cientistas da NASA, da NOAA e do Serviço de Monitoramento Atmosférico Copernicus (CAMS) confirmaram que o buraco na camada de ozônio sobre a Antártida foi um dos menores e mais curtos das últimas décadas.

O fenômeno de 2025 encerrou-se oficialmente no dia 1º de dezembro, marcando o fechamento mais cedo desde 2019. Além disso, foi o quinto menor buraco registrado desde 1992, ano em que o Protocolo de Montreal começou a surtir efeitos práticos em escala global.

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Dados que impressionam

Durante o pico da temporada de degradação (entre setembro e outubro), a extensão média do buraco foi de aproximadamente 18,7 milhões de quilômetros quadrados. Embora pareça um número vasto, ele é cerca de 30% menor do que o maior buraco já observado, em 2006.

De acordo com Paul Newman, cientista da NASA, a redução nas substâncias que destroem o ozônio (ODS) foi crucial: "O buraco deste ano seria quase 3 milhões de quilômetros quadrados maior se ainda houvesse tanto cloro na estratosfera quanto havia há 25 anos".

Relembrando o Protocolo de Montreal

A recuperação da camada de ozônio é citada por especialistas como a maior vitória da diplomacia ambiental internacional. O Protocolo de Montreal, que baniu o uso de produtos químicos como os CFCs (encontrados antigamente em sprays e geladeiras), provou que a cooperação global funciona.

As previsões atuais de recuperação total são animadoras:

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