Não é só metal: pesquisadores chineses dão aos robôs o sentido que faltava

Pele neuromórfica permite "sentir" toque e até mesmo dor

5 jan 2026 - 13h21
(atualizado em 6/1/2026 às 14h06)
Foto: Xataka

A fronteira entre o biológico e o mecânico ficou ainda mais tênue. Pesquisadores na China desenvolveram uma "pele robótica neuromórfica" (NRE-skin) que permite que máquinas não apenas sintam o toque, mas também processem sinais de dor.

A inovação utiliza os mesmos princípios de sinalização dos nervos humanos para traduzir pressão física em impulsos elétricos, aproximando os robôs de uma sensibilidade tátil quase humana.

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Diferente das peles artificiais convencionais, que apenas medem força, a NRE-skin mimetiza a biologia ao converter estímulos em picos de voltagem. Esses picos codificam quatro características essenciais: forma, magnitude, duração e frequência do toque.

Como o robô "sente" a dor

O sistema funciona de forma modular, com "ladrilhos" de polímero flexível que se conectam magneticamente. A inteligência por trás do sentido reside na forma como a informação é processada:

  • Assim como nos nossos neurônios, quanto mais intensa é a pressão, maior é a frequência dos picos elétricos gerados.
  • Os pesquisadores calibraram o sistema com base em níveis de pressão que humanos consideram dolorosos. Quando esse limite é ultrapassado, o robô gera um sinal de dor.
  • Ao detectar "dor", o sistema aciona uma resposta motora imediata — como recuar o braço — sem precisar esperar pelo processamento do controlador central. É um reflexo idêntico ao que fazemos ao encostar em algo muito quente ou afiado.

Em testes, um braço robótico equipado com a pele recuou instantaneamente ao sofrer pressão ...

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