Durante anos, o kimchi foi associado quase exclusivamente aos seus benefícios: fermentação natural, sabor marcante e uma longa tradição na culinária coreana. Rico em bactérias do ácido lático, o prato se tornou um símbolo de alimentação saudável e chegou a ser apontado como aliado da saúde intestinal. Mas a ciência começou a olhar com mais atenção para os efeitos a longo prazo desse alimento na dieta e descobriu que o kimchi pode estar ligada ao câncer.
E não pense que essa é a única polêmica envolvendo esse alimento: recentemente, o kimchi acabou no centro de alertas sanitários após ser associado a surtos de gastroenterite causados por norovírus. Embora esses episódios não tenham relação direta com a fermentação do alimento, eles levantam questionamentos importantes sobre segurança alimentar e como fatores como preparo, conservação e cultura podem influenciar na saúde.
O problema não é o kimchi: falhas na produção industrial e no manuseio explicam os surtos recentes associados ao alimento
O kimchi é um alimento típico da Coreia. Preparado a partir de vegetais ou acelga chinesa fermentada, sal, pimenta em pó (gochugaru), alho, gengibre e molho de peixe, ele está presente ém praticamente todas as refeições. Mais do que um acompanhamento, o prato ocupa um papel central na mesa coreana, atravessando gerações e regiões com variações na receita, mas mantendo a mesma importância cultural.
Historicamente, o prato nunca foi visto como um risco sanitário. Nos surtos recentes, o ...
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