Nokia e BlackBerry seguiram rumos opostos no mercado tecnológico. Enquanto a Nokia aposta na nostalgia ao lançar o Nokia 300 Charge, sucessor espiritual do icônico 1100, a BlackBerry abandonou completamente a fabricação de celulares. Hoje, a empresa canadense atua focada em software e cibersegurança, destacando-se com o sistema operacional QNX, que já equipa mais de 275 milhões de veículos de montadoras como BMW e Volvo, além de fornecer soluções de comunicação segura para governos.
Existem duas marcas emblemáticas para quem viveu a era dos celulares "raiz": Nokia e BlackBerry. Enquanto uma virou sinônimo de resistência física e bateria quase infinita, a outra dominou escritórios e o ambiente corporativo com seu teclado físico completo.
Em 2026, ambas continuam em atividade, mas trilharam caminhos completamente opostos. De um lado, a Nokia lançou o Nokia 300 Charge, o sucessor espiritual de seu modelo mais vendido na história, o lendário Nokia 1100. Do outro, a BlackBerry abandonou de vez o segmento de smartphones e apostou em uma estratégia totalmente diferente.
Como a BlackBerry se reinventou
Em 2016, a BlackBerry concluiu sua transição para se transformar em uma empresa de software. Já em 2022, a companhia desligou os servidores que mantinham ativos os aparelhos com BlackBerry OS 7.1 (ou anterior) e BlackBerry 10. A partir daquele momento, esses dispositivos deixaram de fazer chamadas e enviar SMS — sendo incapazes até de discar para números de emergência.
Hoje, a gigante canadense atua em duas frentes principais: o QNX, seu sistema operacional voltado para carros e aplicações críticas, e a divisão Secure Communications, focada em governos e organizações com exigências rigorosas de segurança. De acordo com seu relatório corporativo, o QNX está presente em mais de 275 milhões de veículos ao redor do mundo, equipando modelos de montadoras como BMW, Mercedes-Benz e Volvo.
Em termos financeiros, a BlackBerry divulgou recentemente os resultados fiscais do ...
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