Apple recua na bolsa antes de lançamento de celular dobrável

9 set 2026 - 12h53
Resumo
As ações da Apple caíram 1,1% antes da estreia do novo CEO, John Ternus, que deve apresentar um iPhone dobrável de alto custo para rivalizar com Samsung, Google e Huawei. Analistas preveem que o novo formato impulsionará as margens e a receita, estimada em US$ 55,5 bilhões no quarto trimestre, ao atrair donos de modelos antigos e suavizar o ciclo de vendas. Apesar da incerteza sobre a demanda a longo prazo, os papéis da empresa acumulam mais de 15% de alta no ano, superados apenas pela Nvidia.

As ações da Apple ‌caíam 1,1%, para US$312,65, nesta quarta-feira, antes do primeiro evento de lançamento de produto da empresa sob o comando do novo presidente-executivo, John Ternus.

Os mercados esperam que a companhia revele um smartphone dobrável ⁠de preço elevado em sua sede na Califórnia, ‌no que pode ser a reformulação mais marcante do aparelho desde a remoção do botão ‌home no iPhone X, em ‌2017.

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A categoria de smartphones dobrável foi lançada ⁠pela primeira vez pela fabricante chinesa de telas Royole em 2018. O segmento cresceu com lançamento do Galaxy Fold da Samsung meses depois; o Google e a Huawei  também lançaram produtos ‌semelhantes desde então.

Analistas esperam que a Apple adie ‌atualizações de seus iPhones, ⁠em uma ⁠tentativa de suavizar o ciclo de vendas, que normalmente apresenta ⁠um aumento na ‌receita no último ‌trimestre de cada ano.

A S&P Global Visible Alpha estima que a Apple vai gerar US$55,5 bilhões em receita com o iPhone no quarto ⁠trimestre e US$274,2 bilhões no próximo ano, sugerindo que o mercado já estava precificando a migração dos usuários para telefones de última geração.

"Seu preço premium deve elevar ‌a receita, as margens e os preços médios de venda, enquanto um formato genuinamente novo pode ⁠atrair clientes que vêm mantendo aparelhos mais antigos por mais tempo", disse Matt Britzman, analista sênior de ações da Hargreaves Lansdown.

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Como a demanda e a oferta evoluirão depois que o entusiasmo inicial se dissipar é a grande questão, disse Britzman.

A ação da Apple acumula alta de mais de 15% este ano e entre as grandes companhias de tecnologia a valorização fica atrás apenas da Nvidia, que registra alta de 20%.

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