A nova força de trabalho da ciência: por que pesquisadores decidiram transformar esta criatura repulsiva em um ciborgue

Outros insetos também sofreram modificação

23 mar 2026 - 19h00
(atualizado às 20h18)
Foto: Xataka

Pesquisadores da Universidade Tecnológica de Nanyang (NTU), em Singapura, estão desenvolvendo uma tecnologia incomum: baratas ciborgues capazes de inspecionar tubulações e sistemas subterrâneos em busca de vazamentos e danos estruturais.

Esses insetos recebem pequenos módulos eletrônicos acoplados ao corpo, formando um tipo de "mochila robótica". O sistema envia sinais elétricos suaves que permitem controlar a direção do animal, guiando-o por espaços muito estreitos, lugares onde robôs convencionais ou humanos não conseguem chegar.

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O projeto é liderado pelo professor Hirotaka Sato, um pesquisador conhecido por seus trabalhos pioneiros com insetos ciborgues. Anos atrás, ele já havia demonstrado o primeiro voo controlado remotamente de um besouro modificado. É possível ver vídeos do desenvolvimento do trabalho do ano passado (acima), mas ele continua em desenvolvimento.

Baratas que puxam equipamentos em túneis

A nova geração desses insetos vai além do simples controle remoto. As baratas agora conseguem puxar pequenos equipamentos sobre rodas, que incluem câmera, lanterna e baterias maiores.

Esses "minicarros" são arrastados pelas baratas dentro de tubulações, galerias de infraestrutura e sistemas de esgoto, permitindo registrar imagens e detectar possíveis falhas.

Uma das vantagens é que as baratas evoluíram ao longo de milhões de anos para se mover em ambientes extremamente apertados. Essa habilidade natural, combinada com o controle eletrônico, cria um sistema de inspeção muito ...

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