A arqueologia estelar mostra que ferro, magnésio e cálcio revelam como as estrelas nascem

Três especialistas foram premiados por "desmistificar" as origens da Via Láctea

6 ago 2026 - 14h47
(atualizado às 16h13)
Benh Lieu Song (Wikimedia Commons CC BY-SA 4.0)
Benh Lieu Song (Wikimedia Commons CC BY-SA 4.0)
Foto: Xataka

Quando pensamos em nossa galáxia, geralmente a vemos como algo estável e constante: bilhões de estrelas girando em uma ordem que sempre esteve lá. A intuição mais difundida, mesmo entre parte da comunidade científica até algumas décadas atrás, era que a Via Láctea havia se formado gradualmente, adicionando massa pouco a pouco, sem traumas graves.

Nada poderia estar mais longe da verdade. A Via Láctea que você vê ao olhar para o céu em uma noite clara éo resultado de uma colisão brutal entre galáxias há cerca de 10 bilhões de anos, muito antes do Sol existir. Mas o que é realmente impressionante é como essa medição "arqueológica" da nossa galáxia foi feita, e quem demonstrou isso com dados, não com intuição, acabou de ganhar o maior prêmio possível em sua área.

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Estrelas que funcionam como DNA cósmico

A Academia Norueguesa de Ciências e Letras concedeu o Prêmio Kavli de Astrofísica 2026 - equivalente ao Prêmio Nobel nesta disciplina - a três pesquisadores: a argentina Amina Helmi, da Universidade de Groningen; Vasily Belokurov, do Instituto de Astronomia de Cambridge; e Rodrigo Ibata, do CNRS e da Universidade de Estrasburgo. Os três reconstruíram, usando estrelas como se fossem fósseis, o passado violento da nossa galáxia.

A área em que Helmi atua é chamada de arqueologia galáctica, e o nome não é coincidência. Assim como um sítio preserva camadas que contam a história de uma civilização, o halo que cerca a Via Láctea preserva os restos ...

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